[FP] Open House

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Mensagem por Donatella Marie Burberry em Ter Out 18, 2016 11:43 am

Open House
LOCAL: Residência Burberry.

PARTICIPANTES: Donatella Marie Burberry e Taylor Allen Strauss.

HORA: Something About 6:00 P.M.

STATUS: Fechada, livre e Em andamento


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Donatella Marie Burberry
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Re: [FP] Open House

Mensagem por Taylor Allen Strauss em Ter Out 18, 2016 5:39 pm



house opentake me everywhere you want
Tomei um banho rápido no vestiário, não queria deixá-la esperando. Acabei encontrando com alguns colegas no meio do caminho que me seguraram por um bom tempo, quase não me deixando ir. Assim que me despedi deles, tive a necessidade enorme de me apressar para encontrar a loira.

Nosso destino foi completamente inesperado para mim, que fiquei em choque ao ver aquele aquele prédio enorme. Ao ouvir de Donatella que era ali que ela morava, tudo o que pude fazer foi arquear uma sobrancelha para não ter uma reação extravagante.

Chegando no apartamento da garota, assim que a porta foi aberta um sorriso discreto abriu-se em meu rosto. Por que já estava esperando aquilo? O lugar tinha uma extensão enorme que até mesmo me deixou desconfortável de estar ali, não era acostumado nem mesmo ao ver algum luxo de perto.

Olhei para a vista fornecida pelo local, as horas haviam passado tão rápido. O céu estava em um belo degradê, fazendo-me suspirar por um instante. Fazia dias que não via o pôr do sol, que não tinha curiosidade de olhar por minha janela para saber o que acontecia fora dela. Quanto tempo será que perdi?

Balancei a cabeça negativamente, não queria pensar naquilo. Voltei a fitar a garota, apresentando-lhe um sorriso discreto e pigarreando em sequência. Estava com as mãos em meus bolsos para esconder minha inquietação, Donatella me passava um ar de imprevisibilidade, não sabia o que ela iria falar.

— E então? Por que você acha que deve ser America’s Next Top Model? — lhe questionei em um tom de brincadeira.


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Taylor Allen Strauss
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Re: [FP] Open House

Mensagem por Donatella Marie Burberry em Ter Out 18, 2016 6:07 pm

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Eu já estava começando a perder a paciência com a demora de Taylor. Pelo que eu havia entendido, o garoto ia apenas tomar uma ducha e então me encontraria no carro de Joseph que nos esperaria no estacionamento para podermos ir, mas o tempo que o garoto estava tomando me fez questionar se ele sequer apareceria. Eu olhava de tempos em tempos em meu celular, esperando por notícias.

-Eu sei que você não gosta que eu me intrometa, mas Donatella...

-Não gosto mesmo. Pode me poupar por aí, Joseph.

Respondi em tom mal-humorado, sequer precisando olhar para meu guarda-costas/motorista para imaginá-lo revirando os olhos. Soltei um suspiro. Taylor, cadê você?

-Então você sabe bem que vou falar de qualquer forma. Você acha mesmo que se envolver com esse... Rapaz é a coisa certa a se fazer agora? Depois do que o seu pai te falou?

-Está preocupado em perder o salário? Ele não falou que ia te deserdar, só eu. -Revirei os olhos em tom irônico, parando por um momento para encarar meu reflexo no vidro escuro. Joseph me observava pelo retrovisor conforme eu tomava o banco de trás. -Eu não sei se é a coisa mais inteligente, provavelmente não é. Mas eu tenho que fazer isso.

Assim que finalizei a frase, encontrei a silhueta de Taylor que descia os degraus do portão de forma apressada, correndo na direção do carro. Um sorriso se abriu em meu rosto e soltei um suspiro, percebendo os olhos atenciosos do motorista que me observava com cuidado.

-O que?

Ele não respondeu e eu não tinha certeza se eu queria saber também.

[...]

Empurrei a porta de entrada, liberando o espaço do apartamento para meu acompanhante. Frances e Calliope estavam fora e eu havia convencido Joseph a ir para seu quarto enquanto eu acompanhava Taylor que tinha uma expressão quase meiga em seu rosto conforme parecia analisar minha casa. Tive que segurar o sorriso em meu rosto, mas não me privei de o observar. Seus traços, o brilho em seus olhos, era ridículo como ele era maravilhoso. Eu não conseguia imaginar Taylor sendo qualquer alguém sem ser aquele garoto de sorriso maravilhoso e expressão inocente. Ele era simplesmente perfeito daquele jeito.

Um sorriso irônico se formou em meu rosto quando ele sugeriu que eu fosse direto ao assunto. Eu não sabia se deveria oferecer alguma coisa para ele beber ou comer – não estava acostumada a receber muitas visitas – mas como ele havia demonstrado interesse no que eu tinha a dizer, resolvi cortar direto ao ponto. Apontei para as escadas, pegando em sua mão para que ele me acompanhasse.

-Por aqui.

Atravessamos os corredores e então empurrei a porta do meu quarto, puxando Taylor para dentro e a fechando atrás de mim. Caminhei em direção ao armário e puxei um pequeno puff de cor pastel, me equilibrando sobre ele e buscando por um objeto no alto do armário. Tateei a madeira de forma cega até que finalmente encontrei. Mordi o lábio, sentindo meu coração apertar. Puxei a caixa, a abraçando contra o peito e então voltei ao chão, olhando para o rapaz em tom hesitante. Eu não estava acostumada a me abrir com as pessoas, aquela seria uma primeira vez e eu não sabia se estava pronta. Era melhor eu não pensar demais, caso contrário eu desistira.

-Tudo o que aconteceu comigo está aqui. Desde modelo mirim aos cinco anos, até o acidente de avião, as festas, as notícias, as fofocas... Tudo aqui, Taylor, sobre a minha vida. Essa é a Donatella Burberry que todos conhecem. -Falei, caminhando lentamente em sua direção, erguendo a caixa para entregar-lhe. Dentro dela haviam recortes de notícias de diversas fontes, todas sobre mim, desde um bebê. -Mas o que eu queria mesmo, era te mostrar uma coisa que não estão nessas revistas. Digo, essa menina... -Apontei para a caixa, sentindo meu coração palpitar pesado. Eu estava nervosa. -Essa menina é Donatella Burberry, a midiática. É a pessoa que todos julgam e que todos conhecem a vida. Você pode ler e vai saber tudo sobre mim... Ou eu posso sentar e te contar as coisas de verdade, ou pelo menos do meu ponto de vista.

Terminei o discurso, respirando fundo. Eu estava passando mal, acho que estava branca.

-Você vai ser a primeira pessoa que vai conhecer essa menina. -Parei por um momento, fitando meus pés. -Se você quiser, é claro.



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Re: [FP] Open House

Mensagem por Taylor Allen Strauss em Ter Out 18, 2016 9:51 pm



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Olhei para a direção que Donatella apontou, assentindo com a cabeça. Um sorriso irreprimível surgiu em meu rosto ao sentir a garota segurando minha mão e entrelacei nossos dedos quase que imediatamente. Um arrepio subiu por minha espinha com um simples toque, adorava o efeito da loira sob meu corpo.

Seguimos pelos corredores até chegar em um dos quartos, a moça empurrou a porta e me puxou para dentro. Após fechar a porta, ela foi até um armário e começou a procurar algo enquanto estava em cima de um puff. Fiquei poucos metros atrás da loira, tinha medo que qualquer coisa pudesse lhe acontecer.

Em pouco tempo Donna achou o que queria, retirando de dentro do guarda-roupa e me fazendo recuar alguns passos. Ela olhava para mim de maneira hesitante e tentei lhe confortar, simplesmente sorrindo de forma compreensiva por causa da distância.

Minha atenção estava completamente voltada para a garota. Aquele era um momento totalmente sensível para a loira, ignorar tudo o que essa sentia seria totalmente escroto. O único instante que tirei meu foco dela, foi para olhar a caixa e assentir com a cabeça.

Passaram-se alguns instantes que ela havia terminado de falar e minha primeira reação foi colocar as mãos em seu rosto, fazendo com que ela olhasse meus olhos. Qualquer um perderia-se facilmente nas íris de Donna, era como se elas pudessem absorver a sua alma. De uma boa forma, quero dizer.

Tinha um pouco de medo sobre o que poderia ouvir, porém aquilo não era sobre mim. Nunca foi. A loira precisava que alguém a escutasse e era isso o que faria, tudo o que ela precisasse.

Acariciei com calma as maçãs de sua face, soltando um suspiro. Beijei sua testa, descendo lentamente até encostar nossos lábios em um beijo sereno. Queria que ela se sentisse bem, que confiasse.

— Vou ouvir tudo o que você tem a dizer. — confirmei, colocando minha testa na da moça e fechando os olhos. — E no fim, tudo ficará selado nesse quarto. É uma promessa, Donna.

Por mais uma vez, a abracei. Acredito que passamos alguns segundos lá, até que eu me afastasse calmamente com um sorriso calmo. Sempre achei que o carinho fosse a melhor forma de lidar com os sentimentos, como se a pele fosse o bem mais incrível que o ser humano poderia possuir.
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Re: [FP] Open House

Mensagem por Donatella Marie Burberry em Qua Out 19, 2016 8:31 am

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Eu estava desconfortável. Deus! Eu estava muito desconfortável e Taylor deve ter notado isso, já que quando eu finalmente terminei meu falatório, eu fui puxada e envolvida por seus braços, nossos lábios selados em um beijo calmo e terno. Meu coração batia forte. Ao mesmo tempo que eu amava a forma com que Taylor fazia eu me sentir, eu sentia pânico. Aquele aperto era tão frustrante e bom ao mesmo tempo, algo inexplicável e inédito.

Suas palavras eram de apoio e ele havia me feito uma promessa. Aquilo ficaria entre nós dois, apenas eu e ele. Eu tinha todo o direito de duvidar, de pensar que talvez todas as coisas mais pessoais da minha vida poderiam amanhecer sendo publicadas pela Vougue ou Rolling Stones, mas por alguma razão eu tinha certeza que Taylor jamais faria isso comigo. E por mais que fosse completamente agoniante e assustador, eu queria contar sobre mim para ele. Eu queria que ele me conhecesse, mesmo que significasse derrubar todas as barreiras que passei a vida inteira construindo. Respirei fundo, quase engasgando, ainda o observando cuidadosamente. Ok, vamos fazer isso.

-Acho que vamos ter que sentar então. -Falei em tom levemente irônico, abrindo um sorriso de canto. -Você tem algum compromisso pra hoje? Acho que eu tive uma ideia.

[...]

Eu não sei se minha intenção principal era realmente deixar Taylor confortável ou me preparar para o que íamos fazer, mas abrir uma garrafa de vinho, comer salgadinhos e nos sentar sobre o carpete macio foi a melhor ideia que um ser humano poderia surgir com naquele momento. Pelo menos parecia deixar as coisas menos tensas.

O vinho não era dos melhores nem dos mais caros que eu já havia comprado, digo, eu não costumava confiar em bebidas que me custavam menos de duzentos dólares, mas era difícil encontrar garrafas de enorme qualidade naquela cidade. Ainda assim o espanhol era o melhor qualificado da categoria e parecia aceitável nas taças de cristal. Pelo menos Taylor não estava reclamando.

-Ok, vamos ver. Minha mãe era norueguesa e meu pai inglês, eu nasci nos Estados Unidos mesmo. Meu pai era casado quando a conheceu em um desfile, ela era uma modelo muito famosa e... Ai, eu juro. Você tinha que ver o quanto ela era linda. Eu tenho algumas fotos, mas nenhuma delas é daquela época. -Ergui um papel em minhas mãos, uma foto dos meus pais que havíamos tirado em uma viagem para Paris há cinco anos. Ela sorria, sempre radiante. -Enfim. Meu pai não teve filhos no primeiro casamento, então eu sou a única herdeira. Corard é herdeiro do fundador da Burberry, a grife multimilionária, e eu herdei o sobrenome dele. Mas basicamente a única coisa com que ele realmente contribuiu foi com meu sobrenome.

Abri um sorriso de canto, um pouco sentido, conforme dava um gole no vinho. Apoiei as costas sobre uma das cadeiras no canto do quarto e me servi com uma mão de salgadinhos. Eles estavam deliciosos.

-Eu cresci no Upper East Side em Nova Iorque e sempre vivi por lá, apesar de viajar muito com meus pais. Nenhum deles foi realmente presente, sabe? Por mais que eu tenha memórias boas da minha mãe e que eu a ame mil vezes mais do que meu pai, ela também não foi um ótimo exemplo por ter que trabalhar muito. Ainda assim, até meus cinco anos ela havia se afastado do seu trabalho e a gente costumava passar muito tempo juntas. Depois ela começou a trabalhar com o meu pai. -Dei de ombros, olhando cuidadosamente para Taylor conforme continuava. Cruzei as pernas, apoiando a taça ao lado do meu corpo no carpete. -Olha, Tay. Ei vou ser sincera com você: não é fácil ser uma Burberry. Aos cinco anos eu virei modelo mirim, nós éramos "A Família Queridinha da América", então imagine/ a bosta que era não poder fazer nada de errado, nada que pudesse quebrar a imagem que tínhamos de passar de família perfeita.

Soltei um suspiro, dando mais um golinho no vinho e pegando mais um punhado de salgadinhos. Eu não estava querendo encher a cara ou coisa do tipo, estava apenas saboreando a uva.

-Eu acho que eu nunca tive a oportunidade de ser uma criança normal, sabe? Quer dizer, não é como se fosse algo excepcional meu, as pessoas do meu ciclo eram todas assim. Enfim, eu cresci mais com os empregados do que com minha família, exceto por minha prima Frances, você deve conhecer. Eu comecei a namorar Connor aos quinze anos, aquele babaca que lhe contei que me traiu, e eu nem gostava dele. Eu... Eu acho que nunca me apaixonei. -Parei por um momento, olhando fundo nos olhos de Taylor sem ter mais certeza sobre aquela afirmação. Senti meu rosto esquentar. -E quando aos meus dezesseis anos minha mãe morreu, eu fiz muitas escolhas erradas. Digamos que eu não menti quando disse sobre todas as coisas legais que eu fiz, as festas, etc. Enfim, eu acabei sendo presa e meu pai não gostou nada disso. Ele, aparentemente, decidiu que era melhor eu falar com psicólogos do que ele realmente sentar e me perguntar o que estava acontecendo, mas eu nunca me abri pra nenhum deles. Eu nunca quis, eu construí essa espécie de parede entre mim e o mundo e ela sempre esteve ali. Quer dizer... Exceto agora.

-Você tem que entender como isso é difícil pra mim, Taylor, as pessoas esperam muito de mim o tempo todo. Depois que eu me mudei para Burkitsville minha vida foi feita apenas de notícias ruins. Eu tentei me convencer por muito tempo que o fato de eu não ter tido uma família presente, de eu ter sido abandonada pelo meu próprio pai, que aliás achou mais inteligente me mandar para longe do que lidar comigo, de ter perdido a minha mãe... Eu passei a acreditar que eu não precisava disso. Que eu poderia ser muito feliz sozinha, que eu não precisava de ninguém.

Senti uma lágrima escorregar por minha bochecha, mas a limpei rapidamente. Eu odiava estar vulnerável.

-Eu tenho uma família. Calliope, Frances e Joseph são isso pra mim, mesmo de mutilada é alguma coisa. Mas não é a mesma coisa, sabe? Sei lá. E mesmo eles conhecem apenas a pessoa que foi completamente moldada pela mídia, esperada pelas pessoas. Você não tem noção de como é desesperador ter sido completamente moldada por pessoas e não por você mesma. Eu não sei quem eu sou, Taylor, eu sinceramente não sei. -Engoli em seco, soltando um suspiro. Eu estava em desespero tentando limpar outra lágrima que caiu. Que merda. -Enfim. Não quero ficar demais nesse papo deprimente. Semana passada meu pai me disse que ia tirar todo o meu dinheiro se eu me envolvesse em algum outro escândalo e, por mais que eu odeie isso, é por essa razão que não podemos ficar juntos. -Encarei os dedos das minhas mãos, prendendo a respiração. Eu tinha perdido noção do tempo em que estávamos sentados falando. Mordi o lábio, olhando para ele em tom quase desesperado. -Mas eu não quero abrir mão de você. Não agora que você entrou em minha vida.

Me mantive em silêncio. Eu já havia falado demais, talvez Taylor quisesse perguntar alguma coisa, eu sei lá. Eu responderia tudo, qualquer coisa. Eu não acreditava que tinha tirado tudo aquilo do peito, mas agora que eu tinha, não podia evitar de me sentir sufocada. Eu esperava que ele entendesse.



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Re: [FP] Open House

Mensagem por Taylor Allen Strauss em Qua Out 19, 2016 8:47 pm



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Por alguns momentos, o silêncio se fez presente pela parte da loira. Estávamos afastados naquele momento e tudo o que podia-se ser ouvido era nossas respirações. Aquela ausência de sons não me fez sentir desconfortável, Donna parecia pensar em algo importante e interrompê-la seria a última coisa que cogitaria fazer.

Mesmo que estivesse completamente bem com a situação, mexia meus dedos incessantemente. Sabia que no fundo estava nervoso, ou talvez só estivesse daquela forma por causa que ela também estava. Alguns dizem que as energias passam de pessoa para pessoa, talvez seja verdade.

Neguei com a cabeça ao ser perguntado sobre algum compromisso no dia. Estava de folga de meu trabalho, os treinos haviam acabado e não tinham ninguém com quem iria realmente me encontrar. Acredito que mesmo se eu tivesse um compromisso, naquele dia eu iria desmarcar tudo somente para ouvir o que Donatella tinha para me dizer.

***

Talvez tenha sido bastante inesperado, entretanto quando menos me dei conta a garota já havia aberto a garrafa de vinho. Não entendi sua proposta com aquilo, mas não ousaria falar nada. Sentia que se falasse qualquer palavra que saísse de minha boca naquele instante seria total tolice.

Quando a loira começou a falar, qualquer pensamento meu que não estivesse ali parou e prestou atenção única e exclusivamente nela. Corri meus dedos calmamente pela taça enquanto a ouvia contar toda sua história, ela parecia tão apegada a mãe. Sorri ao ver a foto mostrada, aquela criança definitivamente era Donatella sendo que com todo aquele ar de inocência.

Já tinha ouvido aquela coisa de pais ausentes tantas vezes. Como se todos os problemas que as pessoas possuem é causado pelos progenitores, os adultos realmente não se importam com muita coisa além de trabalhar. Diversas vezes não tive vontade crescer por ter esse pensamento, queria me tornar como o próprio Peter Pan. Que merda estou pensando? Foco, Taylor.

Assenti com a cabeça, tendo uma certa noção do que a jovem Burberry sentia. Se jovens comuns já recebiam pressão suficiente de seus pais, professores e amigos, como deveria se sentir ela que sempre fora pressionada por um país inteiro? Por mais que sempre tivesse o que queria e uma grande riqueza, ter que estar sempre se importando com a mídia deveria ser totalmente angustiante. Não que eu fosse um exemplo de empatia, entretanto acredito que as pessoas deveriam colocar-se no lugar das outras algumas vezes.

Levei a taça até meus lábios, tomando um longo gole do vinho e sentindo-me inebriado. Preferia bebidas mais fortes, mas nada melhor que mudar um pouco. Segurei um suspiro ao ter esse pensamento fútil, estava me desviando do que realmente importava.

Queria sorrir ao ouví-la dizer que nunca havia se apaixonado. Nunca havia visto alguém de minha idade que nunca tivesse se apaixonado ao menos uma vez, aquilo definitivamente era uma novidade. Tudo nela era uma novidade pra mim e parecia que, até mesmo quando deixasse de ser, continuaria sendo totalmente encantador.

Estava tão feliz por vê-la se abrindo, tirando aquela armadura colocada em seu coração. Aparentemente a prisão de Donatella era um assunto bastante delicado para ela, bem, pra quem não seria? Bebi o líquido contido no recipiente mais uma vez, fechando os olhos pelo o que pareceram poucos segundos. Compreendia completamente o quanto dizer aquilo era difícil para ela e admirava ainda mais sua coragem. Sim, a loira era a pessoa mais corajosa que já havia conhecido.

Sempre me perguntei todos nós achamos que vivemos melhor sem ninguém. Ser independente soa legal, mas não é igual a ter alguém de seu lado independente da relação com a pessoa. Simplesmente ter alguém para ouvir todas as asneiras que você tem a dizer, lhe confortar quando você está triste e esse tipo de coisa, é algo que não tem preço. Talvez eu quisesse ser essa pessoa para Donatella.

Obviamente fiquei um tanto quanto deprimido ao ouvir a garota dizendo que não podíamos ficar juntos. Abaixei meu olhar com um tanto de tristeza, olhando minhas mãos que encontravam apoio no carpete. Ao abrir a boca mais uma vez, temi o que ela diria. No entanto um sorriso quase rasgou meu rosto ao saber o que realmente fora pronunciado.

Não pude me conter e a envolvi em meus braços de novo. Queria que ela soubesse com aquilo que eu estava ali para ela e a tamanha felicidade que sentia. Adorava Donatella, lhe abraçar e tudo o que você pode adorar em um ser humano. Afastei-me pouco, passando uma de minhas mãos em minha nuca.

— Deve ser horrível sofrer toda essa pressão pela vida toda. — murmurei mais para mim que para ela. Soltei um suspiro com um tom de tristeza, dando uma tapinha em minha testa para tentar afastá-la. — Você não precisa abrir mão de mim. Não me importaria de… Sei lá, ter tudo isso escondido. Se for por sua causa acho que não será problema. — Gargalhei, passando as pontas de meus dedos por seu maxilar.

Terminei de tomar o vinho em minha taça, estalando meus dedos um por um. Acariciei os cabelos da moça de um jeito sutil, carinhoso. Era como se naquele momento eu estivesse em frente a coisa mais preciosa de toda a humanidade.
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