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Mensagem por Taylor Allen Strauss em Sab Out 15, 2016 5:32 pm

ABOUT A TRAGIC LIFE

Taylor nasceu no Reino dos Países Baixos, mais especificamente em Amsterdã, com o nome de Ksenia Allen Strauss e, biologicamente, uma mulher. Teve uma infância cheia de traumas, seu pai era um homem violento e alcoólatra que não tinha problemas em bater em sua cria ou em sua esposa por motivos extremamente banais.

Sua personalidade sempre fora um tanto quanto masculina, gostava de brincar com meninos e futebol era uma de suas coisas favoritas. Sofria um bullying extremamente cruel por parte das garotas de sua escola, que justificavam sua crueldade com o motivo de todos os garotos serem seus amigos.

Afastou-se dos meninos de sua escola por causa do bullying, tentando aproximar-se das meninas e sendo novamente rejeitada. Não sabia o que fazer, o que sentir. Foi o começo de seu habitual sentimento de solidão.

Nessa mesma época, pedia para sua avó chamá-la de Fleurke e essa fazia sem nenhum problema. Era a única pessoa que importava-se com a garota, mesmo que não pudesse vê-la todos os dias. Compreendia que a neta só tinha quatro anos e não via maldade naquilo, mesmo que todas as outras pessoas o fizessem.

Aprendia o inglês e o neerlandês ao mesmo tempo, seus progenitores sempre tiveram o objetivo de irem aos Estados Unidos para começar uma nova vida e aproveitaram-se das agressões e da ausência de amigos da sua filha para isso.

Quando a menina tinha oito anos, faltava pouco para que eles fizessem sua mudança até a América do Norte, mas essa foi atrasada por um acidente que ocorreu. Ksenia foi atropelada na tentativa de salvar um pássaro machucado e quase não sobreviveu, nesse momento soube que seu destino lhe reservava diversas tragédias.

Passou um bom tempo sem conseguir andar, coisa que lhe fragilizou emocionalmente. Teve que fazer alguns bons meses de fisioterapia até que conseguisse de volta o movimento de suas pernas e mesmo que fosse apegada ao seu país de origem teve que ir para os Estados Unidos terminar seu tratamento lá.

Mudaram-se para Chicago, matriculando sua única filha em uma escola qualquer sem ao menos importar se tinha alguma qualidade ou não. Kerstin e Damian sempre foram pais tóxicos e relapsos, porém mesmo assim faziam toda a pressão do mundo em sua criança.

Sua progenitora era bem menos tóxica que o marido, o homem sempre fora manipulador e misterioso. Toda vez que podia, virava para a filha e debochava dela por ser solitária e mais atrapalhada que as primas.

Voltou a andar pouco depois que chegaram no país, no meio das férias mais especificamente. Mesmo assim a garota recusava-se a sair de casa, preferia ficar confortável em seu próprio mundo, olhando o que acontecia em volta. Gostava de desenhar e criava histórias para seus desenhos, sendo essa sua solitária diversão.

Aos seus dez anos, Ksenia conheceu Luke. Ele era uma criança extrovertida, não tinha problemas em fazer amigos e sorria sem nem mesmo saber o porquê e isso encantava a menina que acabou tornando-se sua melhor amiga. No fundo ela sabia que queria ser da mesma forma que o menino.

Eles faziam tudo o que não deviam, e os anos junto de Luke foram aqueles que a garota praticamente não parava em casa. Estava sempre com o amigo, tentando descobrir os segredos que o universo guardava. Os professores e qualquer um que os vissem, lhe chamavam de crianças que tiveram que crescer rápido demais.

Todos diziam isso pois tinham conhecimento que Luke era um jovem pobre, órfão de pai e que havia tornado-se naquilo na tentativa de esconder sua dor. Começou a trabalhar muito cedo e vivia à base de energéticos, tendo uma saúde um tanto quanto frágil para uma criança de sua idade.

Pouco antes de seu aniversário de treze anos, os pais da garota morreram em um acidente de carro. Ksenia, por mais tóxicos que eles fossem tóxicos para ela, foi a que mais sofreu com a morte dos dois e estava começando a desenvolver uma séria depressão.


Com essa situação, o tio de Ksenia mudou-se para Chicago para viver com ela. Se importava com garota, mesmo que fosse um homem conservador e que repreendia de maneira desnecessária alguns comportamentos dela. Sem dúvidas ela preferia que fosse sua avó no lugar, pois sabia o quanto a idosa importava-se com ela, entretanto essa morreu pouco depois de seus pais.

Tentou suicídio pela primeira vez no dia de seu aniversário de treze anos, através de uma overdose de remédios. Falhou miseravelmente, sendo repreendida por seu tio, porém o homem nunca havia feito questão alguma de mandá-la para um psicólogo.

Um ano e alguns meses depois, a neerlandesa começou a namorar com Luke. Ele fora seu primeiro amor e  a única pessoa que ficou de seu lado na morte de seus progenitores, era tudo o que ela tinha. Ambos já tinham catorze anos e estavam prestes a entrar no Ensino Médio, coisa que ansiavam desde que começaram a conversar, acreditavam que as coisas seriam melhores quando se tornassem mais velhos.

No primeiro ano eles notaram que as coisas não seriam bem assim, tendo um verdadeiro choque de realidade. As pessoas eram cruéis e faziam coisas horríveis simplesmente porque não aceitavam que fossem diferentes delas, conseguindo excluir até mesmo Luke que era um rapaz popular.

Por serem os mais deslocados do colégio e não terem muito o que fazer, foi mais fácil para que descobrissem suas vocações. Ksenia viu que amava natação e o quanto se interessava pela mente humana, já Luke notou que poderia ter o mundo com sua personalidade amigável. Eles se ajudavam a se melhorar, a lidar melhor com os problemas da vida.

Tinha noção que um dia teria que revelar para todos quem realmente era, coisa que notou desde seus treze anos. Então começou a trabalhar para ganhar seu próprio dinheiro, juntando aos poucos para poder pelo menos alugar um pequeno apartamento para si.

Chegou um dia que a garota não conseguia mais segurar dentro de si quem realmente era. Assumiu-se para sua família como transsexual e bissexual no mesmo dia, sendo expulsa de casa praticamente no mesmo instante pelo tio. Nesse mesmo ano que emancipou-se e começou a sua transição, foi quando deu-se o início do nascimento de Taylor Allen Strauss.

Saiu do armário para Luke também, ele era seu único amigo e a última pessoa para quem havia contado. O garoto não pareceu importar-se, dizia que amava a essência de Taylor e que nada do que fizeram juntos se perderia. Tinham planejado seu futuro por completo, sabiam até mesmo a faculdade que queriam ir e esses foram um dos poucos meses que o garoto havia tido o mínimo de felicidade.

Voltando de um dia pesado de trabalho, estava completamente sozinho no meio da rua e prestes a chegar em seu apartamento. Teria sido mais um dia comum para Taylor, se não tivesse sido violentado por rapazes de sua escola. Eles repudiavam sua transsexualidade e queriam a todo custo corrigir isso dele, não que fosse adiantar de algo. Nesse mesmo dia, Luke desapareceu sem ao menos dar notícias, deixando o rapaz totalmente desamparado.

Denunciou os colegiais, sendo que esses não sofreram nenhuma consequência simplesmente por serem ricos e com pais influentes. O mundo não era justo para Taylor, que praguejava todos os dias por não ter morrido juntamente com seus pais no acidente de carro.

Meses passaram-se e Luke não havia nem mesmo dado um único sinal de vida. Ao pedir satisfação para a mãe do namorado, o jovem Strauss descobriu que essa estava morta há um ano. Por meses, o garoto chorou como se tivesse toda a água do mundo em seu corpo. Não lidava mais com as pessoas de sua escola da mesma forma, sentia-se sujo como se a culpa de tudo que acontecia em sua vida fosse sua.

Mais uma vez tentou retirar sua própria vida. Sentou-se na janela do quinto andar, olhando a avenida e os carros passarem como se estivessem em câmera lenta. Começou a perguntar-se o que aconteceria no fim de tudo, se realmente valia a pena fazer aquilo. Não teve coragem de pular, sentiu-se covarde.

O sentimento de solidão parecia alastrar-se por seu corpo a cada dia, queria conversar e estava longe de ter alguém para fazer isso. Bem, a única pessoa que tinha era a água, essa que lhe fazia sentir-se purificado. Sua última tentativa de suicídio foi através de afogamento, mas ao não conseguir sentiu o quanto a última companheira que lhe restava nunca faria isso com ele.

Não passou para sua primeira opção de faculdade, mas ficou extremamente feliz ao ser aceito na universidade de Burkittsville através de uma bolsa para entrar no time de natação. Sentiu que havia capacidade pela primeira vez em toda a sua vida, mesmo que tivesse que ir para um fim de mundo onde não conhecia ninguém.

E uma nova vida começou na pacata cidade. Naquele lugar ninguém sabia quem havia sido Ksenia, a introvertida com um trágico passado, somente tinham conhecimento de Taylor, o amigável membro do time de natação. Era só disso que ele precisava, esse era o necessário para ele.
TAYLOR ALLEN STRAUSS TRAGEDY BOY
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