[RP] Boys, Boys, Boys

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Mensagem por Ursulla Nightwalker em Sab Ago 27, 2016 8:40 am

Boys, Boys, Boys
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LOCAL: Shopping de Burkittsville

PARTICIPANTES: Ursulla Nightwalker e Wyatt Vidovic

HORA: 13:00

STATUS: FECHADA E LIVRE
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Re: [RP] Boys, Boys, Boys

Mensagem por Wyatt Vidovic em Sab Ago 27, 2016 10:34 am




Hangover Hurts



Estava ouvindo tiros, senti meu peito ardendo como se eu tivesse levado outro tiro, mas a minha sensação de corpo pesado me fez perceber a realidade. Senti o carpete no rosto e me virei no chão ficando de lado pra pelo menos respirar direito tentando aceitar que acordei com ressaca de novo. Tentei bocejar e quase sufoquei com algo na boca. Sem malicia porquê dessa vez não era ligado a ninguém. Retornei para a posição de bruços, mas com o braço direito servindo de apoio enquanto tossia tentando por pra fora o que quer que fosse aquilo.

Alguns pensamentos de morte depois e níveis de desespero diferentes experimentados, a coisa foi cuspida para o carpete e arqueei uma sobrancelha vendo que era uma tampa das garrafinhas de bebida do quarto. Acho que exagerei na sede de novo. Tentei me levantar usando o apoio dos braços, mas a garganta me venceu então apenas me puxei para o frigobar ali perto. Na situação do quarto, mesmo com as cortinas puxadas até um cego encontraria o filhote de geladeira pelas garrafinhas no caminho.

Acho que deixei um caminho de migalhas se eu quisesse achar a origem ainda de olhos fechados. Suspirei encarando o vazio do frigobar aberto só com aquelas comidas chatas. Até peguei verificando o que eram, mas entre granolas, castanhas e biscoito de sal, preferia o “nada” da minha situação ambiente. Fechei a porta e me levantei com a energia abastecida pela barriga pressionando a visita ao banheiro. Peguei o celular vibrando no banco aos pés da cama e me arrastei com preguiça para o banheiro.

Olhei de relance no espelho a camisa semivestida com um braço faltando e a cueca me incomodando pelo peso matinal querendo sair. Sentei no vaso arrumando o presente para dentro e deixei saírem os turistas enquanto verificava a animação do eletrônico. “Sei seu passado, me encontre na praça de alimentação do shopping.” O peso da minha cabeça pareceu aumentar com a mensagem lida, me senti pesado e meu pescoço querendo descansar do peso para algum dos lados.

Terminei as necessidades, liguei a playlist do banho e retirei um pouco daquele cheiro passado de bebida e bafo de mim. Ainda tinha umas marcas no peito esquerdo do carpete e um círculo na barriga de outra tampinha de barraca. Aquele encontro era totalmente estranho e minha cabeça doendo parecia o muro de Berlim querendo impedir qualquer caminho para pensar em quem poderia ter enviado a mensagem. Não tinha ninguém na cidade que sabia de mim de algum modo. Poderia até ser do hospital, mas não citaram nada então ficava a incógnita sobre isso.

Sem conseguir pensar direito, as músicas serviram de distração para o banho então as usei para me arrumar e só desliguei o player pra sair do quarto. Troquei o lado do aviso da maçaneta para “Precisa de Limpeza” e sai rumo ao elevador. O caminho foi rápido em meio a flashes de lucidez. Primeiro flash: caminho do elevador. Segundo flash: no elevador engolindo os remédios do dia. Terceiro e quarto flashs: passando pelo saguão e passando pela porta do hotel. A sequência seguindo para o shopping foi menos ruim com minha mente relaxando um pouco das dores, sabia que ainda ia latejar por um tempo pela aspirina fora do meu comum.

Devia estar com uma cara horrível. Não, não deveria porque não me olhavam feio na rua. Porque não me olhavam? Sou lindo. Lindo não, era maravilhoso. Meus cabelos deviam brilhar no sol. Ah, talvez seja por isso. O cabelo tiraria o foco se eu estivesse com os olhos cansados e o rosto amassado. Fazia sentido. Estava enfim no shopping da mensagem e usando aqueles mapas preguiçosos pude usar o cosplay de pirata seguindo o meu tesouro momentâneo da origem da ameaça desconhecida. Praça de alimentação. História desvendada. Quem queria falar comigo? Seria poderoso, ou apenas idiota?

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Última edição por Wyatt Vidovic em Seg Ago 29, 2016 4:44 pm, editado 2 vez(es)
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Re: [RP] Boys, Boys, Boys

Mensagem por Ursulla Nightwalker em Seg Ago 29, 2016 10:48 am

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— Algo mais, madame? — perguntou o rapaz com avental negro que acabava de servir dois sanduíches e copos de suco na mesa onde eu estava.

— Sim — sorri e peguei uma caneta e um guardanapo para anotar um recado. Deslizei o dedo na tela do celular e procurei as fotos recentes do jovem que era o principal motivo de eu estar ali. Ruivo, bonito. Encrenqueiro. — Entregue isso para o rapaz dessa foto, por favor.

O serviçal se limitou a pegar o guardanapo e analisar a foto antes de ir até o balcão e deixar a bandeja vazia para procurar meu suposto sobrinho. Olhei para minhas unhas e estreitei os olhos. A última coisa que desejava era ter de bancar a babá de um resto de aborto da minha família. No entanto, eu precisava disso. Precisava montar o papel de boa moça e caridosa com o próximo, para acobertar minhas reais intenções naquela cidade.

Distraída, olhei as fotos das pessoas que eu seguia na rede social Instagram em meu aparelho. Arrumei a câmera e fiz uma pose antes de tirar o que os jovens chamavam de "selfie". Levantei os olhos e encarei o servente que me atendera mais uma vez. Junto dele estava o tal Wyatt. Era um pouco mais magro do que eu imaginava e o aspecto não era dos melhores. Isso era, porém, algo ajustável.

— Muito obrigada — tirei uma nota de minha carteira e a depositei atrás do avental do homem, apertando aquela região e me divertindo com o rubor de minha vítima. —, querido — guardei a carteira e olhei para o ruivo na minha frente. — Vejo que recebeu minha mensagem, Wyatt. Meu nome é Ursulla, sou irmã de sua mãe.


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Re: [RP] Boys, Boys, Boys

Mensagem por Wyatt Vidovic em Seg Ago 29, 2016 4:44 pm




Hangover Hurts



Um garçom literalmente aleatório me chamou do nada, me aproximei com uma sobrancelha arqueada duvidando que alguém que sabia dos meus incidentes fosse um empregado assim tão comum. Não posso dizer que estava certo e nem errado, pois o atendente me entregou um guardanapo e com a mensagem escrita me limitei a seguir o desconhecido pelo desconhecido shopping para talvez conhecer a origem das mensagens. Se for ficar nesses entregadores aleatórios para um joguinho de little liars pretendia sair dali logo em seguida, não tinha tanta importância assim a residência na cidade.

Pior do que ver um jogo de algum esporte baseado nos atributos comuns como atenção e agilidade sem contato físico, era ir pelo desconhecido dessa maneira. Ainda tinha algumas intenção com facas e garfos das mesas no caminho contra o garçom para me obrigar a falar a verdade, mas ele não tinha culpa. Uma coisa que os filmes praticamente padronizaram era que o entregador raramente tinha alguma informação importante sobre o que a pessoa pergunta. A origem era realmente feminina, uma mulher muito bem arrumada para provavelmente uma ameaça, ou chantagem querendo algo muito sujo em troca.

Observei um pagamento significativo ao garçom, dei de ombros e me sentei em frente a mulher, encaixando os dedos entre si entre as pernas abertas. Não tinha boas impressões pra quem me acordava de uma ressaca, só pensava em coisas ruins e na melhor das hipóteses seria eu ficar sem saber da resposta por sair antes que ela falasse o motivo de me trazer ali. Como uma surra sendo dada, sem calma e com rapidez de retirar um curativo com perigo de dor maior pela cola na pele. Ela se apresenta como minha tia, minha infância passou como um flash com um totem dessa mulher na casa vizinha fazendo seu papel inútil de ajudar o sobrinho.

Apesar de estranho, meu cinto mental restringindo minhas ações livres foi solto, então cruzei as pernas olhando para o céu com a boca pouco aberta como quem pensar em uma resposta. Desci o olhar para a mulher e levantei o indicando pra ela: - Não acredito em você. - Levantei o dedo médio como um segundo adendo no assunto: - O que realmente sabe sobre mim? - Semicerrei os olhos abaixando o médio e apontando o indicador pra ela: - Mas considerando a hipótese de ser verdade e que saiba o que acho que sabe, porque só agora? Onde estava quando cuidei do traste do meu pai?

Dei de ombros cruzando os braços: - Sendo irmã da minha mãe não posso cobrar que ajudasse em algo com meu pai, ele provavelmente gastaria em bebida, ou drogas como sempre fez. Mas o que esperava? Que eu fosse morrer junto de meu pai e teria um laço familiar desprezado acabado?

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Re: [RP] Boys, Boys, Boys

Mensagem por Ursulla Nightwalker em Seg Ago 29, 2016 6:52 pm

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Sua surpresa era extremamente comum e justificável. Minha irmã não era a melhor pessoa em termos de ser cuidadosa ou carinhosa, já que a mesma me abandonara assim que teve chance. O rapaz estava coberto de razão em cada um das perguntas, e assim mesmo eu o ajudaria a encontrar a verdade.

— Digamos que sua mãe não é muito boa com laços familiares — sorri fracamente e experimentei o suco de laranja que estava na minha frente. — Fez o possível para me manter longe de sua vida, por um motivo que simplesmente desconheço. Soube recentemente de você, quando chegou na cidade. No início, achei que tudo era uma grande mentira. Não, minha irmã jamais teria um filho sem contar tal coisa para mim.

"No entanto, era verdade. Cruzei dados, fiz pesquisas, contratei especialistas e finalmente desvendei o que pensei se tratar de uma simples coincidência: você é sangue do meu sangue. Ao menos parte dele.

Você pergunta o motivo de te chamar agora. Bem, entenda. Eu trabalho para a vice-prefeita da cidade. Não posso largar tudo para atender a esses assuntos sem levantar suspeitas. Eu quero te ajudar. Me diga como. Eu farei o que for possível para estabelecer o que acho que é o único laço restante que posso oferecer como família."

Respirei fundo. Durante a explicação, minhas unhas faziam marcas na mesa pela ansiedade em despejar tudo aquilo que estava entalado em minha garganta desde que soube pelos jornais e por meus contatos da chegada de Wyatt e de seu ingresso na equipe médica local.

Não era algo que eu me gabava, já que na maioria das vezes minha atitude era fria e certeira como o bote de uma aranha. Mas mesmo uma viúva negra precisa cuidar de suas crias. Eu faria de tudo para oferecer um conforto e carinho que aquele jovem jamais sentiu enquanto vivo.

— Não vai comer? — apontei para o lanche perto dele. — Deve estar faminto depois da noitada e de desabar naquele hotel. Ah sim, eu também sei espionar. Espero que não se importe.


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Re: [RP] Boys, Boys, Boys

Mensagem por Wyatt Vidovic em Seg Ago 29, 2016 10:41 pm




Hangover Hurts




A mulher loira e bem vestida parecia tão importante que logo que começou a falar da minha mãe, puxei com calma e sem exagero a cadeira pra frente com uma rápida elevação da minha bunda. Descruzada as pernas, afastei um pouco quase que atravessando a mesa se fosse possível, empurrei uma das bandejas de lanche para o meio da mesa e coloquei meus cotovelos com os braços levantados. Adorava uma boa história, apoiei minha cabeça com as mãos cobrindo o maxilar e as bochechas enquanto ouvia o triste fim de Amélie Poulain.

Semicerrei os olhos para ela, desviei o olhar rapidamente para o meu ombro como quem escuta algo perto e percebi que a referência estava errada. Revirei os olhos porque não importava saber se era errado porque sonoramente parecia igual e eu não ia lembrar do nome correto. Aquela fabulosa criatura do sexo oposto parecia se vangloriar de algo que eu não sabia, desconhecia se era por ego de poder ter informações que eu não tinha, ou se era apenas pluma de rica esnobe.

"Shame" Sino balançando. "Shame" Sino balançando. "Shame" Sino balançando. Ela era rica e eu me toquei tarde demais. Claro que sendo rica tinha uma imagem pública e eu de alguma forma manchava essa máscara dela, seja qual for essa carcaça falsa que a mídia via dela. Vi a imagem do Oberyn tendo os olhos esmagados e o Montanha me mandando: “Volta pra vadia rica, porra.” Hum, grosso. Mas, obrigado. A fala dela esclarecendo o que ela era na mídia e a importância dela na cidade me fez ver o Mindinho atrás dele meio que contradizendo a mesma. Quase divertido porque só focava o olhar nela e já ouvia a contradição sobre ela.

“Não confie nela. Lembra de como fiz a cabeça de Sansa, mandei ela pro Norte como última Stark e ajudei pra reviver a confiança dela em mim pra casar com a mesma.” Eu sei disso Petyr, você tem essa ideia ridícula de ser Rei de Westeros. “Então pronto, ela sabe de algo e te considera um perigo de algum modo. Ela pode estar querendo virar prefeita. Com a cidade e esses assassinatos não podia descartar tão facilmente esses planos mirabolantes com ego e poder. Onde eu estava mesmo?

A fala dela sobre minha noite de bebedeira como se fosse pra me convencer a comer o lanche apesar de ser uma estranha pra mim sem um mínimo de provas dela sobre o que falou. Dei de ombros, retornei meus para o encosto da cadeira e afastei um pouco a cadeira colocando meus braços deitados sobre a mesa. Inclinei a cabeça para o lado: - Não aconteceu nada demais no hotel, enchi a cara de vodka mesmo. Antes eu bebia cerveja, ou tequila, mas não posso mais beber essas duas.

Abaixei o olhar pra baixo pensando em comer, mas não confiava nela para comer assim tão fácil uma comida aleatória oferecida assim. Levantei o olhar pra ela: - Meu pai contaminou minha mãe com o vício dele. Não tenho o histórico dos dois, porque nem a conheci, mas se ela agia de forma diferente com certeza era por ele. Ele era bem persuasivo para certas coisas. - Senti o peito formigar e minha garganta coçar, sabia que vinha o choro então me entreguei à comida. Peguei o hambúrguer mordendo como se fosse engolir todas as coisas que viriam com o choro.

Assim que mordi senti os olhos olhados, mas me aguentei a não soltar o choro e afastei o sanduíche enquanto mastigava e esperava outra “qualquer coisa” que a rica esnobe falasse. Mais uma mordida, algumas mastigadas e bebi um pouco do refri pra descer sem exagero, apenas pra facilitar pela lembrança de uma resposta a ela. Deixei o hambúrguer na caixinha de papel por já ter afastado a ideia de lágrimas e foquei os olhos delas: - Quer me ajudar não é? Então repito a pergunta: porque agora? Eu não vim pra cá por você, mas a senhora já sabe disso se fez o seu trabalho de casa.


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Re: [RP] Boys, Boys, Boys

Mensagem por Ursulla Nightwalker em Ter Ago 30, 2016 11:50 am

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Como agir diante de um pergunta tão simples e, ao mesmo tempo, tão complexa. A verdade, sempre. Era a melhor saída. Por mais que soasse estranho vindo de mim e especialmente para o jovem Wyatt, que tinha todas as razões do mundo para duvidar de minha intenções.

— Porque eu quero te proteger — sorri fracamente e bebi um pouco mais de meu suco. — Porque esses assassinatos todos, no fundo, me assustam. Não quero ir ao velório de ninguém mais. Especialmente ao seu. Eu quero sentir mais uma vez como é ter uma família. Como é sorri todos os dias com um calor no peito pensando que, finalmente, posso ter alguém para abraçar e chamar de parente.

Mexi em minha bolsa que estava pendurada em um dos lados da cadeira. e tirei minha carteira mais uma vez. Dentro dela, algumas fotos do passado que eu não sentia vergonha alguma de ainda possuir. Eram boas lembranças. Tirei uma delas e coloquei na mesa pouco antes de guardar a carteira.

Era a foto de meu primeiro casamento. Na época, eu ainda não sabia a dor de uma traição, estava deslumbrada com o mundo, recém-saída de um pesadelo de cidade minúscula que cheio de pessoas só sabiam julgar os outros e não a eles mesmos.

— Esse foi o primeiro — mantive o sorriso, embora meus músculos lutassem para que ele se desmanchasse. — Talvez o único que me acolheu quando eu me sentia perdida na vida. O pouco tempo que vivi junto dele, antes de descobrir seus vícios e traições, foi o mais feliz que eu já tive. Quero isso mais uma vez. Quero que você também se sinta assim.


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Re: [RP] Boys, Boys, Boys

Mensagem por Wyatt Vidovic em Qua Ago 31, 2016 9:17 am




Hangover Hurts




Como um filme, não sabia o que ia acontecer e o que ela ia falar,  mas apesar disso eu ainda estava ali. Me foquei em comer enquanto a ouvia, não morava embaixo da ponte e estava morrendo de fome, mas se ressaca o estomago realmente parecia me dominar querendo comer anterior de poder me arrepender da escolha. Ouvi o comentário razoável de Petyr sobre isso “Arya fez o mesmo com o Cão de Caça, mas ela o deixou morrendo e nem olhou pra trás.” Era verdade, mas o mundo real e mais moderno colocava aquela situação toda em outros panos bem diferentes.

Meu devaneio se alterou do Baelish e a minha versão das sugestões dele para uma visão cinematográfica do encontro é cogitava ações engraçadas como um engasgo com ela afirmando que queria me proteger. Ela parecia uma ótima atriz com tanta repetição em querer me ajudar e proteger, quase senti um frio na barriga com a citação dos assassinatos porque era bom demais. Acreditava que com ela havia mais proteção, mas mais ainda seria um alvo por ser importante de alguma forma para ela.

Não fui a fundo nas pesquisas dos mortos, mas com esse termo não haveria intermediários como sequestro, ou possibilidades reais de salvação. Minha fome e a vontade de engolir meu sarcasmo pra ver até onde ela iria me fez quase acabar com o hambúrguer faltando talvez pouco mais de duas mordidas, mas parei pra engolir direito e possivelmente comentar da coisa que ela me mostraria. Não mentindo que me decepcionei por esperar algo da minha mãe,  mas foi coisa dela mesma.

O cara parecia falso e ela feliz o suficiente para os dois. “Fofo, mas nojento demais.” Abaixei o olhar novamente pra comida terminando de comer com uma pausa saudável após mostrar a foto esperando ela acabar. Suspirei e cruzei as pernas de novo, levantei o olhar sorrindo e dei de ombros: - O bom da vida é o caminho e não os resultados definitivos. Por exemplo, eu sei basicamente todas as misturas de drogas e bebidas possíveis, a maioria das drogas não posso usar e alguns drinks atrapalham o efeito da droga. 

Peguei o copo de refri mexendo um pouco e bebi do mesmo antes de minimizar o dano feito com uma coisa mais pessoal minha. Abaixei o copo deixando a falta do sorriso no rosto e deixando a mão na perna: - Não sou tão idiota pra mentir. Mas porque acha que pode me ajudar sendo uma boa tia depois de quase vinte e cinco anos? Eu já estou medicado, não possuo armas pra me ferir e não corro o perigo no trabalho de fazer algo estranho. Muda a propaganda e me convença, tia. O lance familiar não vai rolar, meu exemplo é ruim.


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Re: [RP] Boys, Boys, Boys

Mensagem por Ursulla Nightwalker em Qui Set 01, 2016 10:10 am

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"Ele quer mais? Mais do que eu já posso oferecer?" Decidi que apenas a palavra proteção não seria suficiente. Com os bons argumentos colocados por ele, minha pequena convocação não passaria de uma piada.

De fato, eu queria muito mais do que proteger o jovem. Queria ter ele por perto. Morando comigo. Talvez assim, aos poucos, todos os vinte e cinco anos de abandono fossem perdoados.

— Muito bem — terminei o suco e o encarei, pensativa. — Estou disposta a oferecer o que você quiser. Posso, por exemplo, providenciar uma casa, para que você não dependa de um quarto de hotel todo o tempo. O que acha? Afinal, como você mesmo disse, não estamos aqui por um simples gesto de afeto.

Me concentrei por alguns instantes no sanduíche. Preferia, claro, os restaurantes que costumava visitar, com seus sofisticados e caprichosos. No entanto, precisava reconhecer minha origem, não esnoba-la.


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Re: [RP] Boys, Boys, Boys

Mensagem por Wyatt Vidovic em Sex Set 02, 2016 11:17 am




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Quem era aquele que se sentava com a mulher e a pressionava de algo novo para ambos, parecia forçar algum tipo de evolução estranha. Lembrava de momentos diferentes, mas parecidos pelo elemento comum que era meu pai me causando vergonha por quase todas ações dele. Na primeira vez foi ir de dia no intervalo querendo achar a reunião de pais; na segunda vez foi ele já estar na escola em alguma das salas e as crianças viram mais do que deveriam ver por mais uns dez anos.

A parte boa foi que a turma não era minha e os policiais fizeram a cena deles comigo em aula, mas ainda tinha o vídeo de segurança que ‘vazou’ na net sobre meu pai acordando. Não desejava o passado, mas sentia falta da clareza de pensamentos e menos desvios da linha de raciocínio. Não exatamente como citam ordem, ou controle mental nos filmes, meu caso era particular e pessoal tendo versões diferentes de mim e os devaneios como inspirações de outras coisas.

Terminei a bebida e ouvi a fala mais recente da minha parente, não me fez pensar muito, apenas em discordar dela. Acho que minha vontade de discordar de autoridade ficou maior com essa coisa na minha mente, não sei explicar. E complicado até mesmo pensar sobre isso. A fala dela de família ficou me roendo como um rato, farejou minha memória e a cutucava para eu lembrar e ligar a situação. Eu buscava naquela cidade algum tipo de apoio emocional, mas soava falso pensar que um irmão que não me conhecia fosse dar algum apoio que fosse. Peguei a caixinha de batatas comendo uma enquanto tentava relaxar minhas feições para responder a mulher.

Suspirei assim que acabei de mastigar: - Eu quero algumas coisas, são simples e duvido que se importe de verdade em conceder. De fato quero uma casa, mas não qualquer uma, quero a sua. - Levantei a mão sobre a mesa e apontei o indicador pra ela sorrindo, mas neguei com a cabeça e abaixei a mão de novo: - Quero morar com você porque a família fica melhor junta. Contudo também quero as provas de que somos parentes de fato, sem ofensas, mas já que não conheci minha mãe você pode ser ela e eu não saberia. - Comi mais uma batata e perguntei: - Acho que me entende nessas duas coisas. Vai poder fazer?


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Re: [RP] Boys, Boys, Boys

Mensagem por Ursulla Nightwalker em Sex Set 02, 2016 3:00 pm

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Levantei uma sobrancelha com as "exigências" do rapaz. De fato, eram simples. Minha casa era espaçosa o suficiente para que ele pudesse morar ali e, caso desejasse, levar companheiros em noites solitárias. O exame também não era difícil, já que eu tinha suficientes informações genéticas das duas partes para mostrar os resultados a ele.

— Aqui — Tirei da bolsa um papel e uma cópia de chave. — Espero realmente que não se importe. Já havia recolhido evidências genéticas suas para uma eventualidade dessas. Fique com a chave, a partir de agora dividiremos a mesma casa.

Suspirei longamente. Esperava que, mesmo aos poucos, ele fizesse parte do que eu costumava chamar de família. Como dois adultos, claro, não criaríamos um laço tão forte, mas necessariamente duradouro para que um pudesse confiar no outro. E, também, para que ele não interrompesse meus planos de, um por um, eliminar os peões que atrapalhavam meu jogo de xadrez para vencer e ascender no emprego.

Me recordava do tempo que passei aos cuidados da mãe daquele rapaz. Os dois eram muito parecidos. A mesma cara, o mesmo jeito de se portar diante de qualquer um. O mesmo senso de humor. Por Deus, ele fazia lembrar de Amélia em tudo.


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Re: [RP] Boys, Boys, Boys

Mensagem por Wyatt Vidovic em Sex Set 02, 2016 7:48 pm




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Me sentia como a JenGarner que dos treze anos passa para os trinta com um desejo mágico e estava naquela cena em que comia as batatas enquanto assistia a algo interessante. Ironicamente ela parecia tão interessada em mim quase como se eu fosse um filme que me deixava curioso com o que estava sendo tão bom de assistir. Era estranho, mas reconhecia aquele olhar de qualquer um que viu os resultados dos meus exames, parecia uma bomba que explodiu e não havia volta.

Eu ainda não sabia dos planos dela, mas eu via nos olhos dela que mesmo sendo nada poderia ser muita coisa e pra mim era apenas um acompanhante para o que ela iria fazer. Ela trabalhava com algo na prefeitura, o plano dela poderia subir pro cargo final, porque se ela puder tirar alguém vai perceber que pode mais então o sonho mais alto vai surgir. De fato seria interessante ver essa escalada, ainda mais se a vista dela de cima valesse a pena.

Eu queria as coisas prontas assim que eu as pedia, talvez por isso não conseguia realmente me surpreender com a prontidão dela em atender ao que pedi. Apesar de não ficar perplexo, minha curiosidade sobre ela ficava maior, se ela já me conhecia mais do que eu mesmo e já havia preparado com antecedência as coisas, ou se era improviso com o que tinha. Fazia sentido ela encontrar o sobrinho pela primeira vez e ter um teste de DNA em mãos comprovando e mais ainda a chave extra para me dar. Sem esquecer que ela me deixou morar com ela com muita facilidade.

Manter os amigos perto e os inimigos mais perto ainda. Eu me encaixava em qual categoria pra ela? Concordei com a cabeça ainda comendo das batatas, como uma onda forte demais para ser parada assim facilmente. Parei de comer um pouco me inclinando sobre a mesa para pegar as coisas que ele me entregara, mas acabei mais confuso com o papel do que sem. Só li o que importava então devolvi o papel e sorri cultivando minha curiosidade por ela: - Seus colegas já estão movendo minhas coisas do hotel para a casa, ou pretende que eu descubra o momento certo de usá-los?

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Re: [RP] Boys, Boys, Boys

Mensagem por Ursulla Nightwalker em Dom Set 04, 2016 9:48 am

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Sorri largamente quando Wyatt citou meus "colegas". Deslizei a tela do celular e mandei uma mensagem para um dos funcionários da prefeitura que eu conhecia. O homem me atendeu prontamente e pediu o endereço de ida e chegada. Respondi tão rapidamente quando ele e guardei o aparelho.

— Pronto — olhei para meu sobrinho. — Agora não precisa mais se preocupar com as malas e roupas.

O garçom que nos atendera caminhou até a mesa perguntando se desejavam mais alguma coisa. "Jamais faça esse tipo de pergunta para uma assassina em potencial", pensei. Pedi a conta e fiquei brincando com a mesa, fazendo desenhos nela com as unhas.

Assim que passei o cartão na pequena máquina fornecida pelo servente e sorri para o mesmo, olhei para o filho de Amélia e guardei a carteira dentro da bolsa.

— O que acha de um pequeno passeio pelas lojas? — perguntei. — Garanto que será divertido.


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Re: [RP] Boys, Boys, Boys

Mensagem por Wyatt Vidovic em Dom Set 04, 2016 4:47 pm




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Me surpreendi com a surpresa de ter acabado com as batatas, movi meu lábio inferior pra frente e o enrolando pra frente com cara triste por já ter comido tudo do potinho. “Podia pedir mais pra tia rica.” Será que ela me compraria um carro? Ou um jato? Não, não, outra coisa. Podia colocar meu rosto em uma marca. Desviei o olhar da loira para o atendente passando do meu lado aproveitando que ela pagava a conta pra repensar minhas ideias. Não tinha lógica e seria MUITO ego pra pouca realidade. Má ideia.

A proposta sobre compras era uma boa, meu humor estava agradável bom então realmente era uma chance razoável. Levantei da cadeira colocando a caixa de batatas na mesa e segui a mulher para fora daquela área de cadeiras da praça de alimentação. Parecia um desfile atrás da pose dela, ela me esperou um pouco e a alcancei pegando o braço dela um pouco. Caminhei com nossos braços juntos como melhores amigos enquanto olhava as coisas ali perto esperando as lojas de roupa assim, me animei um pouco quando vi na esquina.

“Hum, esquina.” Bati com a mão esquerda na mão da tia enquanto o braço direita se mantinha entrelaçado de leve com o dela. Sorri e apontei pra frente comentando: - Olha lá quem vem virando a esquina. Vem Diego com toda a alegria, festejando. Com a lua em seus olhos. Roupa de água marinha e seu jeito de malandro. - Sorri todo afetado com a música e acariciei o braço dela com calma como que para tranquiliza-la: - E com magia e pura alma, ele chega com a dança. Possuído pelo ritmo ragatanga.

Me permiti uma parada rápida pra dar uma rebolada, com ela prestando atenção, ou não. Era engraçado e apesar de não dançar, uma rebolada não mataria ninguém. Prossegui com a música e o caminho de braço dado com a tia: - E o Dj que já conhece, toca o som da meia-noite. Pra Diego, a canção mais desejada. Ele dança, ele curte, ele canta. - Bati na mão dela de novo rindo de diversão: - Desculpa, não resisti. Me lembrei da música e o ritmo ragatanga me fez cantar. Mas me diga, o que pretende comprar?


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Re: [RP] Boys, Boys, Boys

Mensagem por Ursulla Nightwalker em Seg Set 05, 2016 9:54 am

Ursulla
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Wyatt começara a cantar uma música desconhecida por mim. Era um tanto divertida, apesar dos versos não terem muito sentido para mim. O fato dele já estar se divertindo me fazia ganhar o dia. Era exatamente aquele sorriso que eu queria.

— Tudo bem, sweet — acariciei seu queixo. — Podemos passar naquela loja de roupas, o que acha?

Apontei para a primeira vitrine que apareceu enquanto caminhávamos. De fato, era uma boa loja. Não tinha peças tão extravagantes nem tão pobres em detalhes. Algumas pessoas circulavam ali, junto de funcionários com camisas em tom azul escuro.

Chegando no local, a mulher ruiva que atendia um senhor simpático que usava uma bengala de mogno com a cabeça de um dragão como apoio arregalou os olhos ao nos ver.

— Oi — sorri para ela da maneira mais forçada que consegui. — Hoje é aniversário do meu sobrinho. Ele insistiu muito para comprarmos roupas novas, pode nos ajudar?

— H-Harold — a garota largou a pilha de roupas que segurava em um canto e chamou pelo que presumi ser o gerente. Um rapaz alto e loiro saiu de trás de uma fila de cabides com vestidos de seda e chegou perto da ruiva. — Pode atender eles? Vou pegar os modelos de calça para o sr. Baxter.

— Pois não — o que parecia ser o gerente olhou para mim sem se impressionar tanto quanto a colega. — Querem começar experimentando o quê?

Cutuquei Wyatt com o cotovelo e o deixei falar. Afinal, era ele quem decidiria o que deveria comprar ou não.


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Re: [RP] Boys, Boys, Boys

Mensagem por Wyatt Vidovic em Ter Set 06, 2016 11:58 am




Hangover Hurts




“Sweet?” Era comigo? Eu era doce? Até podia ser, talvez um pouco mesmo. Já havia provado o salgado do dia, podia ser mais suave mesmo, afinal de contas passaria o dia com ela de qualquer forma. Ela passou a mão em mim e optei pela versão menos possível das minhas escolhas: permitir que me conhecem de verdade. Difícil dizer quanto tempo iria durar o momento bom, mas iria mergulhar na onda com vontade. Me surpreendia com a positividade, concordei com a proposta sobre a loja de roupas que nem procurei ver direito o estilo da mesma antes de entrar.

Soltei o braço da tia, seguindo-a de perto pelo caminho no local ficando em dúvida em quem das pessoas ali fora mais estranha. Agiram como se minha tia fosse algum estrela que ele conheciam e já tinham encontrado, mas que não podiam surtar como queriam. O superior da garota foi menos surtado, mesmo que ainda longe do normal com um cliente do dia a dia. A dona rica me cutucou como um sinal para eu falar, nem sei de onde vieram as palavras, só sei que saíram da minha boca praticamente sozinhas:

- Meu estilo é urbano, mas com cores e roupas normais. Pode ter um casaco laranja, outro marrom, jeans principalmente e... - Me interrompeu falando que já havia entendido e foi se afastando pegando algumas coisas nas prateleiras. Não contrairei ele, o segui e peguei outras coisas fora do que comentei para experimentar depois. Com algumas coisas escolhidas, entrei no provador e fechei as cortinas para provar a primeira muda de roupas. Com a primeira troca, puxei de leve a cortina esperando minha tia ali para comentar o pijama: - Pra dormir eu gostei. O que acha?

Esperei um pouco a avaliação dela, fechei novamente a cortina e troquei para a segunda muda de roupas mantendo apenas a cueca dessa vez, vestindo a camisa xadrez e jaqueta jeans mais escura. Liberei a visão dos outros pisando um pouco sem jeito com os sapatos de sola mais alta: - E este conjunto? - Virei um pouco, parei de costas e voltei a ficar de frente mais uma vez antes de puxar a cortina e seguir para a outra muda de roupas mais urbanas. O conjunto era basicamente vermelho, a camisa como uma estampa de animal pelos desenhos, a jaqueta vermelho escuro e a calça em um vermelho mais fosco.

Empurrei a cortina por cima com cuidado esperando que avaliassem o que vestia, virei momentaneamente para verem minhas coisas. Me surpreendi um pouco vendo pelo espelho que até os sapatos era em um tom escuro de vermelho. Ouvi alguns comentários cliché do ajudante da loja, mas meu foco era minha tia por ela seria a acompanhante de festas e outras coisas, se eu estivesse feio seria tecnicamente ligado a ela. Fechei mais uma vez a cortina e comecei a experimentar os conjuntos que não escolhi.

Segui pelos conjuntos claramente nada urbanos como ir trabalhar, ou visitar o trabalho da minha tia, pareciam roupas mais usuais como um encontro, ou uma festa por exemplo. Não havia expectativa da minha parte quanto a essas roupas, então fui como um robo deixando que me vissem e comentassem como estava, sem muito enrolar. Parei com o último conjunto que pareciam recortes de selos variados e botas douradas. Sorri me segurando no suporte da cortina e olhei pra tia Úrsulla: - E então, quais levar? Seja sincera.

Roupas - 
Pijama: http://i.imgur.com/o4ROSSK.jpg
Conjunto 1: http://i.imgur.com/ocl3PVZ.jpg
Conjunto 2: http://i.imgur.com/Otf9AgF.jpg

Conjunto 3: http://i.imgur.com/qaXlyDp.jpg
Conjunto 4: http://i.imgur.com/NZgH3X4.jpg
Conjunto 5: http://i.imgur.com/76ODqdb.jpg
Conjunto 6: http://i.imgur.com/hJLTZ0w.jpg

Conjunto final: http://i.imgur.com/ysAv8gy.jpg


valeu @ carol!

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Re: [RP] Boys, Boys, Boys

Mensagem por Ursulla Nightwalker em Qua Set 07, 2016 9:20 am

Ursulla
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Esperei que o gerente atendesse meu sobrinho e escolhi uma poltrona na frente do provador masculino para aguardar Wyatt. O loiro que passava as roupas e fazia recomendações parecia minimamente feliz com aquilo. Talvez por ser a primeira vez que alguém pede tantas provas de roupa. Ou por qualquer outro motivo que eu simplesmente não me importava no momento.

Alguns dos conjuntos eram extremamente elegantes, outros mais simples e com um certo charme. O pijama me lembrava algum desenho animado de minha época que não consegui recordar, mas que era engraçado e me fez rir ao ver o ruivo usando tais roupas.

— Eu gostei de quase todos — apontei para o último conjunto de roupas vermelhas, que acompanhavam um chapéu da mesa cor. —, menos esse. Acho chamativo demais, até para você, que é tão elegante — me virei para o gerente que parecia também avaliar as escolhas. — Harold, não é? Aceitam cartão? Vamos levar os que eu mencionei.

— Claro, madame — ele abriu um imenso sorriso. — Um instante.

Balancei os pés com saltos enquanto esperava o rapaz e ouvia a música de fundo do estabelecimento. Logo, a máquina com entradas de cartão surgiu na minha frente e tirei a carteira de minha bolsa para pagar as compras feitas.

Saímos de lá carregados de sacola. Eu ria ao lembrar das reações da primeira atendente ao me ver.

— Ela achou que eu era um extraterrestre? — gargalhei junto de Wyatt. — Bom, ao menos foi educada e nos indicou um funcionário competente. Vamos para casa? Te levo de carro até lá. Um de meus amigos já deve ter resolvido toda a questão das suas malas no hotel.

Caminhei com ele até uma série de escadas rolantes com anúncios e letreiros luminosos de propagandas que levavam até o estacionamento. O rapaz com uniforme vermelho e um sorriso falso estampado no rosto me entregou as chaves do carro e eu agradeci, entrando nele e esperando Wyatt. Enfim, um novo capítulo na minha vidinha monótona.

FIM


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Re: [RP] Boys, Boys, Boys

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