[RP Fechada] Take Your Time

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[RP Fechada] Take Your Time

Mensagem por Malakhay Dean Füher em Sab Jul 30, 2016 8:21 pm

Tell me about you
Any given day


LOCAL:Shopping de Burkitsville

PARTICIPANTES:Amber M. Loveridge e Malakhay Dean Füher

HORA: 14:13 PM

STATUS: Em andamento...


Última edição por Malakhay Dean Füher em Seg Ago 01, 2016 2:46 pm, editado 2 vez(es)


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Re: [RP Fechada] Take Your Time

Mensagem por Amber M. Loveridge em Dom Jul 31, 2016 3:33 pm

"you are

the universe"
Olhei para os cadernos, folhas soltas, canetas e computador em minha cama. Meu santo Ganesha. Minhas mãos passaram pelo meu rosto e eu soltei um suspiro cansado, caindo em meus travesseiros atrás de mim. Meus olhos se fecharam e eu coloquei o braço sobre os olhos, grunhido em cansaço. Haviam três dias que eu não dormia direito, colocando meu suor e vida naquele trabalho. O professor responsável era completamente rígido com suas aulas, e uma vírgula fora do lugar era sinônimo de uma péssima nota e uma recuperação no fim do semestre.

-Pelo amor do Lorde Ganesha, um humano não pode ser saudável com tanto stress. Não é possível.

-Você deveria ter pensado nisso antes de deixar sua vila na Grécia e vindo para o país mais capitalista do mundo.

Minha amiga deu uma risada e eu olhei para ela, pensando mais uma vez em minha casa, enquanto me levantava para trocar de roupa. Enquanto fazia tais ações, meus pensamentos voltaram para minha vila na Grécia. Não era algo muito avantajado, e muito menos rica. Eu vivi uma época de crise no país, onde imigrantes passavam fome e frio, mas não onde eu morava. A comunidade hippie era muito preocupada com o bem estar das pessoas que ali viviam. Olhei para a porta do meu armário, dando um sorriso fraco ao ver a foto de mim, meu irmão e meus pais. Eu estava morrendo de saudade deles e com certeza, ia pedir para que viessem me visitar assim que pudessem.

-Bom, eu preciso tomar um chá e fumar um pouco. -Passei a bolsa pelo meu corpo e fechei o computador e os cadernos, os colocando dentro da minha bolsa. -Se não, vou acabar pirando na batatinha com esse trabalho.

Peguei o smartphone e o coloquei dentro da bolsa, me dirigindo até a porta. Stacey pulou da cama e abriu minha caixa em cima da escrivaninha, assoviando para mim na porta e balançando a receita da erva que estava comigo. Abri um sorriso em agradecimento para minha amiga e voltei pegando o papel e o guardando em minha bolsa e dando um beijo em sua bochecha, logo voltando para o meu caminho.

***

-Sim. Só isso. Obrigada.

Sorri para a atendente e abri minha bolsa, tirando o pequeno pote roxo de maconha triturada e o porta cartões que guardavam a seda que enrolava a erva. Meu coração palpitava em meu peito por apenas pensar na tela do computador com centenas de planilhas abertas e documentos com setenta folhas escritas em arial tamanho doze. Coloquei a planta esverdeada no meio do papel em uma fileira, logo o enrolando e levando a minha boca, passando a língua na ponta para colar a seda. O shopping de Burkitsville tinha um restaurante aberto em seu topo, e era maravilhoso o quanto os donos não se importavam com fumantes, muito menos com o que estavam fumando.

Coloquei um lado do cigarro em minha boca e acendi o outro com um isqueiro, dando uma longa tragada. Segurei a fumaça em minha boca, brevemente fechando os olhos e sentindo meu coração começar a diminuir seu passo. Mais uma tragada no cigarro e eu abri os olhos, dando atenção para a menina que tinha trazido a bebida quente e o pão de aveia com meu e morangos. Soltei a fumaça, colocando o cigarro no cinzeiro e dei um gole na bebida.

A verdade, era que eu não sabia se realmente viria hoje. Eu tinha descoberto que o homem que eu tinha conhecido, Malakhay, era um policial. Para ser mais exata, era o novo xerife da cidade, e isso me deixou com um pé para trás em vir hoje. Porém, eu não tinha escolha. Primeiro porque eu iria a loucura se continuasse em meu quarto ou na biblioteca, e segundo que eu tinha que conhecê-lo mais antes de julgá-lo.

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Re: [RP Fechada] Take Your Time

Mensagem por Malakhay Dean Füher em Dom Jul 31, 2016 5:19 pm


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- Então... Como estou? - me virei para a mulher de cabelos negros amarrados com um coque natural.
Sua expressão me demonstrava claramente uma avaliação rígida com detalhes bem pequenos em acessórios e peças de roupas.
- Não... Troca a blusa. - disse ela colocando suas mãos sobre o joelho que estava dobrado sobre a outra pena.
Levantei um pouco os ombros praticamente estando perdido em qual peça escolher, voltei para meu closet e movia os cabides apressado em busca de algo que combinasse mais com a calça jeans escura, o sapato de cor marrom claro e o casaco. - Seria uma ótima se me ajudasse... - sai de dentro do emaranhado de roupas e ela entrou delicadamente indo certeiro em uma blusa lisa de cor cinza clara que estava no canto quase esquecida em meio as novas que tinha comprado.
- Pronto. - ela me entregou sorrindo demonstrando um ar de vitoriosa enquanto ficava olhando para ela sem reação e respostas.

Achava que poderia nunca estar daquela forma, nervoso para algo, durante toda minha vida juntando adolescência e o início da fase adulta só tinha me relacionado com apenas cinco mulheres. Meus amigos me chamavam de doutor seletivo, mas não era bem isso. A postura que sempre tive com relação aos ensinamentos de meus pais e com os cursos do exército e do departamento de polícia me vetaram de sentir tais sentimentos românticos. A aparência sempre séria, a expressão rude e o jeito duro de lhe dar com marginais me fechou em um casulo onde só conseguia ver as coisas erradas das pessoas sem ao menos dar lhes chances de se explicar. A lei nos deixa cego, só quer que nos façam ver o certo e não o necessário.

Katherine fora minha diarista desde quando me mudei para cá, uma mulher de quarenta e sete anos, bem reservada e certa, com dois filhos e um marido que trabalha honestamente em uma loja de peças de carro. Graças a ela não era mais um solitário que só chegava em casa e nada mais fazia, me esperava chegar e conversava um pouco comigo e depois ia embora, era sempre assim. Atenciosa e bem prestativa para coisas com a casa e um pouco de ombro amigo também. Não acreditou quando falei em ter conhecido uma jovem, era sempre assim a reação das pessoas que me conheciam, expliquei e fui detalhista contando como tudo aconteceu, ouvi seus conselhos sobre a idade e de ser uma jovem em seu estado de conhecimento do mundo, os jovens de hoje em dia são daqueles modernos e sempre trazem algo que não tem vínculo nenhum com meu trabalho. Em um ponto ela tinha razão, eu teria que pela primeira vez entender mais esse lado moderno para depois dar seguimento nesse novo ruma da vida que estava querendo me infiltrar.

Sai de casa consciente do que tinha que fazer, tentar ficar menos preso e ouví-la, descontraí-la e estava até mesmo achando já um erro ter pedido para encontra-la em um restaurante, será que era uma boa ideia? Cinema, teatro, passeio em algum parque ou outra coisa que pudesse fazer ela se sentir a vontade e não eu. Entrei na  Mercedes a200 preta e sai do condomínio indo para o shopping, estava em tempo de chegar na hora marcada, por isso conseguia ficar uns dez por cento mais tranquilo... Só dez. Em meio a viagem continuava a ficar pensando nas coisas que Katherine havia dito sobre jovens e suas modernidades e em meu juramento com a justiça, por pouco quase atravessei um sinal vermelho. Nesse curto tempo parado respirei uma, dua, três vezes e segui após ser liberado pelo semáforo conseguindo chegar no estacionamento do enorme prédio comercial pagando o estacionamento e seguindo para o elevador. Apertei o último andar e fui deixando as coisas acontecerem, nem percebi pessoas entrarem e saírem do ambiente que comportava no máximo doze pessoas até parar no meu destino e ir até o encontro da loira.

O local era bem amplo, cadeiras e mesas bem alinhadas e com uma ambientação requintada e ao mesmo moderna. Caminhava dentre as mesas e tentava ver se conseguia identificar minha convidada e lá estava, na parte aberta do restaurante sentada em uma mesa com seu estilo zen da mesma maneira que a conheci naquela tarde de um sábado. Assim que me aproximei melhor percebi um algo diferente, estava com um cinzeiro em seu lado e um cigarro enrolado, parei minha caminhada umas duas mesas atrás e na mesma hora consegui identificar que aquele pequeno objeto aceso era um cigarro de maconha, fechei os olhos fazendo uma expressão de certo decepcionante, novamente veio a imagem da diarista me esclarecendo coisas que realmente poderia acontecer. Prossegui e apresentei minha pessoa de frente a dela contendo um sorriso sutil.
- Espero não ter chegado atrasado... - puxei a cadeira me sentando um pouco travado com aquele pequeno detalhe na mesa sobre o cinzeiro.
- Vejo que já está bem... - pigarreei evitando olhar para o cinzeiro - Relaxada, fico tranquilo com isso. Eu que estou meio tenso com esse encontro, tanto tempo que não saio com alguém. - Isso ai Khay, tenta retirar sua tensão, esquece o que viu e vai em frente. - Como está, sweet?  Posso te chamar assim, não é? - por apelido nas pessoas, nunca foi meu forte. Estou me tremendo realmente com esse encontro.

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Re: [RP Fechada] Take Your Time

Mensagem por Amber M. Loveridge em Seg Ago 01, 2016 12:26 pm

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No momento que o mais velho apareceu em minha frente, um largo sorriso se abriu em meu rosto. Os fios loiros foram às minhas mãos e eu prendi meu cabelo em um coque frouxo, voltando a relaxar na cadeira. Malakhay nunca tinha me contado o que realmente fazia da vida, mas, os boatos pareciam, pelo menos, serem verdadeiros. O corpo do loiro se tencionou no momento que viu o cigarro no cinzeiro, e eu não pude deixar de especular o que ele tinha contra a erva. Neguei levemente com a cabeça, voltando a lhe oferecer um sorriso gentil.

-Não. Eu cheguei cedo, na verdade. -Segurei a xícara de chá em minhas mãos, o mostrando brevemente e dando um gole, a repousando contra o pires mais uma vez. -Eu estou. O último ano da faculdade é algo que ninguém deveria passar. É um stress tão grande que nem minha ioga tem ajudado.

Dei de ombros levemente, pegando o cigarro em minha mão e dando mais uma tragada, antes de apagá-lo. A fumaça saía calmamente de minha boca enquanto minhas mãos enrolavam a seda para que a erva não saísse do lugar pela parte queimada. Meus olhos iam do objeto em minhas mãos até as expressões faciais e corporais de Malakhay, que não eram das melhores, diga-se de passagem. Porém, a última coisa que eu queria era que ele se sentisse desconfortável ali. Guardei a metade do cigarro na caixa dento da minha bolsa e voltei a prestar atenção no que falava, puxando a xícara para mais perto de mim.

-Eu estou bem! -Dei uma risada leve com o apelido que ele tinha me dado e assenti levemente com a cabeça. -Claro que pode me chamar assim. Se soubesse os apelidos que eu ganhei em meu ano de faculdade, não estaria nem perguntando. Vir de uma família que além do modo de vida tinha nomes de flores era algo que aparentemente era incomum na grande capital. -Quer dizer, nada diferente do estresse do dia a dia de uma quase-formanda. E você, Khay, como vai o trabalho? Fiquei sabendo que temos um novo xerife na cidade.

Depois de três anos morando em Burkitsville, eu já não me surpreendia mais com a quantidade de pessoas que viraram xerife, e alguns meses depois desistiram. Toda a questão dos assassinos, dos desafios e das mortes era algo que ninguém sabia muito bem explicar e sequer sabiam por onde começar, e eu não podia culpá-los. No momento que eu cheguei na cidade achando que ia ser uma vida pacata, eu já estava completamente errada. Porém, algo não me deixava ir embora daqui, nem mesmo para visitar meus parentes na Grécia. Era quase algo místico. Meus dedos brincavam com o papel do chá enquanto eu ouvia a resposta do mais velho, prestando atenção em cada palavra que ele dizia.

-Eu realmente não sei como vocês conseguem ser policiais. Ter um objeto que pode tirar a vida de alguém em questão de segundos em suas mãos não trás uma sensação... ruim? Vocês não devem usar muito as armas, já que os assaltos em Burks são quase zero, mas...

Não terminei de completar o pensamento, porque minha mensagem era clara. Em minha voz, apenas o tom de dúvida e curiosidade podia ser ouvido e meus olhos pararam em Malakhay, esperando entender também o porque do seu trabalho. Não que eu fosse conseguir. A ideia de que um ser humano podia decidir quem vive e quem morre era para mim a pior das mortes. Mas eu ia tentar entender o seu lado da moeda, assim como eu fazia com todos que conhecia.

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Re: [RP Fechada] Take Your Time

Mensagem por Malakhay Dean Füher em Seg Ago 01, 2016 5:04 pm


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As coisas fluíam bem, abstrai o fato do cigarro e me foquei apenas nela, somente nela e na nossa conversa que também seguia por um caminho mais tranquilo. Vi que ela percebeu meu incomodo só com o movimento de apagar o cigarro e guardar metade em sua bolsa, nesse instante me repreendi por dentro, aquele gesto foi claro de que ela havia se reprimido com minhas expressões que com certeza estavam visíveis mesmo sem eu perceber. Um erro bobo, mas inocente, era costume meu e com o tempo poderia melhorar, assim eu esperava.
- Então chegou cedo... Isso me alivia um pouco, não queria deixar você esperando. - levantei o dedo indicador sinalizando para o garçom que passava atrás dela. - Por favor, um suco de abacaxi com hortelã. - o outro assinalava com a cabeça e saia do local. - Lembro-me de quando passei por esse estresse, não foi tão duro, mas praticamente não tinha tempo para nada no último período. - abri um sorriso singelo inclinando minha cabeça de leve para o lado a observando.

O tempo estava agradável e a companhia não estava diferente, aos poucos fui percebendo que aquele momento estava sendo bem absolvido e talvez estivesse conseguindo me soltar aos poucos. Sua resposta para minha pergunta veio seguido de uma risada que parecia estar me deixando corado, era sério isso? Meu rosto ficou um pouco quente, mordi de leve meu lábio inferior e respirei fundo, estava parecendo um adolescente tendo seu primeiro encontro e com certeza para ela estava sendo engraçado ver um homem do meu tamanho parecendo um garoto. 
- Ficaria interessado em saber quais apelidos ganhou na sua faculdade, talvez tivesse melhores que o que dei. - levei minha mão para trás da cabeça soltando uma risada mais à vontade. 
O garçom chegou com o meu pedido e o liberei assim que assinalei com a mão negando qualquer outro tipo de pedido. - Qualquer coisa lhe chamo novamente, obrigado.
Voltei a minha atenção para a outra que entrava em um outro assunto, o novo xerife da cidade que no caso era eu.
- Sim, James acabou por ser transferido para outra cidade e fiquei em seu lugar. Cheguei aqui como tenente e agora subi para xerife, algo que foi bem rápido e isso me assustou um pouco. - levei o copo com suco até minha boca dando um gole.
A espuma que formava no topo da bebida acabou por fazer um bigode branco em mim, peguei um guardanapo e limpei para não pinicar por causa da fruta ácida.

- Respondendo essa sua nova questão, os policiais não usam esse objeto sem necessidade, é nossa forma de proteção contra movimentos que possa vir ser perigoso para nossas vidas. - me posicionei um pouco mais a frente colocando minhas mãos entrelaçadas sobre a mesa. - Como você se defenderia de um ladrão armado? De um assassino? São contra essas pessoas que usamos isso, não saímos por ai abatendo civis. Não trás sensação ruim e sim de segurança, como falei, uma proteção... - minhas palavras eram calmas e diretas, sem rodeios para não prolongar aquele assunto.
Bebi mais uma vez do corpo que agora estava em sua metade e o repousei sobre a mesa, havia entendido claramente a mensagem dela depois da sua interrupção de pensamento. Alinhei meus lábios e arqueei a sobrancelha, era bem óbvio que nosso trabalho tinha como parte ter uma arma de fogo, não só ali como em treinamentos do exército, cursos de segurança e outros lugares além desses... Registrados pelo governo, é claro.

Ela tinha dado a iniciativa e agora era minha vez, não iria nunca perguntar sobre o seu momento "relax" puxado para a droga que usava, deixaria isso muito mais pra frente se caso fosse surgir algo dali, então lembrei de outras coisas que pudessem ser relevadas.
- Como diz estar ainda meio estressada creio eu que por aqui deva ter algum tipo de parque ou outras coisas que pudessem te fazer tirar essa tensão, topa explorar o shopping comigo em busca de alguma coisa pra fazer? Vamos deixar nossos pensamentos de trabalho em casa, nunca pensei em dizer isso mas... Vamos nos divertir? - Em toda a minha vida nunca pensei que iria dizer isso. Eu, Malakhay Dean Füher, perguntando para alguém se poderíamos nos divertir... Ela com certeza esta fazendo alguma magia ou sei lá oque para me deixar com pensamentos assim.



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Re: [RP Fechada] Take Your Time

Mensagem por Amber M. Loveridge em Seg Ago 08, 2016 1:25 pm

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Um sorriso se abriu em meu rosto quando ouvi sobre os apelidos. Não era algo realmente fofo, era mais para uma brincadeira que todos faziam sempre focado no meu estilo de vida, o qual era catalogado como 'bobo' e 'estranho'. Neguei levemente com a cabeça enquanto terminava de tomar meu chá e voltava a coloca a xícara no pires, voltando a olhar para o mais velho.

-Não era nada demais. Geralmente era 'Veggie' de vegana, ou então 'Hips' de Hippie.

Dei de ombros e encostei na parte de trás da cadeira, ouvindo o que ele falava sobre a proteção. Eu entendia o seu lado, não se podia confiar em todas as pessoas que andavam por essa Terra, mas eu ainda era contra o uso de armas de qualquer tipo: de fogo ou brancas. Era simplesmente absurda, para mim, a ideia de alguém que não conseguia resolver as coisas em uma conversa, e tinha que partir para uma briga tão absurda que tiraria sangue um do outro. Eu assentia a cada palavra que ele falava. Mesmo sem concordar com ele, eu sabia que podia andar por essas ruas por causa do seu trabalho, e também de seus subordinados. Reclamar ia ser a última coisa que eu faria.

O convite dele me surpreendeu, fazendo minhas sobrancelhas se erguerem junto a um sorriso que se formava levemente em meus lábios. O pouco que eu tinha conhecido de Malakhay, eu nunca esperaria que ele fosse me convidar para ir a um parque. Eu esperava que fôssemos ficar nesse restaurante durante horas enquanto ele me perguntava sobre a maconha, sobre a faculdade e sobre qualquer coisa que eu realmente não queria lidar agora. A questão da erva não era fácil. Mesmo com atestados, eu já tinha ido inúmeras vezes para a polícia, ter que responder um tipo de documento e ligar para Lenore, para que ela falasse com o responsável do dia. Coloquei a mão em minha bolsa, retirando a pequena carteira e alguns dólares de dentro dela, colocando em cima da mesa, pagando o meu chá, o suco que ele tinha pedido, e deixando uma gorjeta para o garçom.

-Por favor, sim. Acho que uma montanha russa e um algodão doce seriam de ótima pedida para nós dois. -Levantei da cadeira, dando tchau para o garoto que tinha nos servido. -Te vejo na segunda! Não esqueça do nosso trabalho depois da aula. -Dei um abraço no moreno e olhei para Malakhay, passando a bolsa pelo meu ombro e me dirigindo para fora do restaurante. -Sério, é super perto, fica a uns trinta minutos daqui de carro. Ele é enorme! Tem uma montanha russa de madeira e também tem as melhores barracas de comida barata e gostosa em toda Burkitsville.

Soltei meu cabelo enquanto saíamos do shopping. Era estranho que as pessoas olhassem para Malakhay e depois para mim, e logo em seguida começassem a cochichar. Aquilo não me incomodava e eu logo voltei a olhar para o mais velho.

-Eu consigo sentir um sotaque em sua voz, e eu nunca tive tempo de perguntar, mas de onde você é?

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Última edição por Amber M. Loveridge em Dom Ago 21, 2016 4:55 pm, editado 2 vez(es)


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Re: [RP Fechada] Take Your Time

Mensagem por Malakhay Dean Füher em Seg Ago 15, 2016 5:40 pm


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Meu sorriso veio a se formar quando a vi aceitar meu convite, estava caminhando para o lado certo e tudo estava mais tranquilo. Nos levantamos, observei ela colocar o dinheiro de seu lanche sobre a mesa e não pensei em colocar minha mão sobre a dela, nesse exato momento meu corpo sentiu uma corrente elétrica estranha passar por todos meus nervos. 
- Por favor, não quero ser rude, mas deixe por minha conta. - fiz uma singela expressão de desculpa, mas prossegui. - Eu pago, aceite... - lhe entreguei seu dinheiro e retirei minha carteira colocando uma nota de cinquenta dólares e assenti com a cabeça. - Fique com o troco, obrigado por ter nos atendido. - falei para o garçom que por sinal era conhecido dela e me fez ficar apenas a observar a conversa deles.
Não vou dizer que fiquei curioso com aquela cena, mas eram amigos e falavam de trabalhos de faculdade, voltei a dar atenção para a loira que estava mais animada com o que estávamos para fazer e assim seguimos caminhando juntos pelo shopping em direção ao estacionamento.

- Hum... Montanha Russa? Olha, vou te falar que nunca andei em brinquedos assim. Só me lembro mesmo de carrossel quando meus pais me levavam junto de meu irmão. - abaixei a cabeça rindo meio sem jeito e voltei a encarar Amber. - Você pelo visto já andou e gosta de uma adrenalina, talvez eu vá gostar também. - caminhando com as mãos nos bolsos enquanto conversava com ela observei pessoas nos olharem e depois começar a sussurrar, algumas até olhavam duas vezes para ver se estava mesmo presenciando aquela cena, pouco me importei.
- Parece que agora seremos o assunto da cidade. - olhei para ela arqueando a sobrancelha. - Se importa com isso? - seria uma certa tristeza ela dizer que sim, mas por sua atitude no decorrer da nossa caminhada vi que não. - Não gosto muito de chamar atenção, mas se é com alguém que vale muito a pena, faço mais que um esforço.
Descemos para o estacionamento e acionei o alarme da Mercedes a200 preta e assim abri a porta para que ela entrasse. Dei o contorno e me coloquei ao banco do motorista pondo o cinto vendo ela fazer o mesmo. - Vamos nos divertir então. - pisquei e liguei o carro ao colocar a chave e acionar o botão de partida elétrica e assim saímos do local.

Durante a viagem conversamos, coisas que descontraíssem muito nossas cabeças das vidas que tomamos, por um tempo evitei falar da minha origem, mas acabei respondendo a sua pergunta que havia sido feita lá atrás.
- Não esqueci da sua pergunta, mas não sei se serei visto com bons olhos quando dizer de onde realmente eu vim... - falava sem olhar para ela por alguns momentos, mas caia na tentação de olhar algumas poucas vezes. - Sou da Alemanha, minha família toda é. Cresci de forma rígida e bem correta, por isso optei em ser policial, assim as coisas se casariam melhor. - pensei por um momento na minha fase de criança com alguns atos rígidos de meu pai para com meus erros.
- Meu pai sempre quis que não houvessem erros, mas nem tudo sai como queremos. - finalizei assim que virei o terceiro quarteirão avistando o parque.
- Chegamos... - posicionei o carro na vaga permitida para estacionar e desliguei o veículo. - E você, qual a sua pequena história? - perguntei assim que sai do carro e dei a volta para abrir a porta do carona. - Vamos? Quero saber de você, um pouco... - assim que ela saiu dei meu braço para que ela o segurasse e começávamos a caminhar em direção ao local movimentado.




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Re: [RP Fechada] Take Your Time

Mensagem por Amber M. Loveridge em Dom Ago 21, 2016 4:55 pm

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Eu tentei discutir sobre pagar a conta, mas logo o mais velho me pediu para que deixasse eu pagar. A última coisa que eu queria, era que ele achasse que eu precisava que ele pagasse a conta do que eu tinha comido, mas não ia recusar o gesto, já que fazia tanta questão. Assenti levemente enquanto ganhara alguns minutos para conversar um pouco mais com o garoto que eu estudava junto. Os olhares ao sair realmente não me incomodavam. Olhei para Malakhay, segurando em seu braço e apoiando minha cabeça em seu ombro, abrindo um largo sorriso.

-Eu não ligo para essas coisas. Uma vez que você é encarada simplesmente pelo seu estilo de vida, você acaba relevando essas coisas. -Olhei para ele em espanto ao ouvir que nunca tinha ido a uma montanha russa. Tinham algumas coisas que eu não conseguia imaginar nas pessoas: a primeira é que alguém nunca tinha visto uma praia, e a segunda, com certeza, era que alguém nunca tinha ido em uma montanha russa. -Pois hoje você vai pela primeira vez.

Nós entramos no carro e eu coloquei o cinto, enquanto conversávamos brevemente sobre as coisas da vida. Eu finalmente descobri que Malakhay era da Alemanha, e minhas sobrancelhas se juntaram em dúvida, sem entender porque eu não o veria com bons olhos. Eu tinha noção que muitas pessoas tinham preconceito com as pessoas que vinham de lá, justamente por ser o lugar que Hitler fez tantas coisas ruins. Olhei para o mais velho ao meu lado e assenti, tentando pelo menos entender como era sua relação com o seu pai. De uma coisa eu sabia: não parecia ser boa.

-Fique tranquilo, não vou ver com maus olhos de onde você vem, nem o jeito que foi criado. Você não tem culpa. -Lhe ofereci um sorriso simpático e voltei a olhar para a janela, vendo o parque de diversões em nossa frente, o sorriso se alargando em meu rosto. -Ótimo! Agora podemos ter um pouco de adrenalina em nossas veias. Sinceramente, eu não sei como uma pessoa que anda com armas nunca foi em uma montanha russa. É o jeito mais fácil de sentir a adrenalina aumentando em seu corpo.

O homem desligou o carro e eu dei uma risada com sua pergunta, observando o mesmo correr para o meu lado do carro e abrir a porta, enquanto eu passava a bolsa pelo meu ombro. Segurei em sua mão e me projetei para fora do veículo, entrelaçando nossos dedos e mantendo um largo sorriso no rosto, enquanto começamos a andar para a entrada do local. No parque, os olhares já não caíam mais sobre nós, tanto quanto no shopping. As crianças estavam mais preocupadas em correr atrás dos personagens de tamanho real, e as mães se preocupavam em correr atrás dos pequeninos.

-Minha história não é tão interessante, eu acho... Nasci na Grécia, mas meus pais são norte americanos mesmo, e por isso eu aprendi a falar grego e inglês desde muito pequena. Meus pais são hippies, mas isso eu acho que já deu para perceber. -Dei uma risada, me soltando das mãos de Malakhay e pegando dois tickets de entrada, pagando pelos dois antes que o mais velho pudesse fazê-lo. Eu tenho um irmão mais novo, Joshua. Ele ainda vive com meus pais lá na Grécia, mas eu sinto muita falta deles. Eu me mudei para Burkitsville no colegial, e notei que gostava muito de línguas estrangeiras, e acabei me tornando poliglota. Eu não tive uma rigidez quando cresci, pelo contrário. EU sempre fui muito livre, para que pudesse testar tudo o que eu quisesse.

Entramos no parque e, a partir dali, o tempo passou rápido como o vento. Eu expliquei para Malakhay um pouco do meu estilo de vida vegano, contei como era ser uma hippie, e consegui tirar algumas risadas dele em nossa visita. Sua presença era maravilhosa, e eu não me importava nem um pouco de estar ali com ele. Do mesmo jeito que eu falei, o mais velho também me contou mais algumas coisas de si mesmo. Eu sentia que não era tudo, mas mesmo assim já era o suficiente. Eu não podia pedir das pessoas que elas fossem um livro tão aberto quanto eu era, e eu entendia aquilo. Depois de uma ida a montanha russa e várias bancas de jogos, o Sol começava a se pôr no horizonte, e eu, com certeza, não queria perder aquela vista. Segurei no cone do meu algodão doce e olhei para a roda gigante, logo em seguida parando na frente de Malakhay, abrindo um sorriso.

-Último brinquedo, e eu juro de dedinho que deixo você ir para casa e ter um pouco de paz da minha voz.

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Re: [RP Fechada] Take Your Time

Mensagem por Malakhay Dean Füher em Seg Ago 29, 2016 10:41 pm


Take Your
time


Enquanto caminhávamos de mãos dadas, o que me fez sentir um certo tremor interno, ouvia atentamente a sua breve história, um resumo que serviu de muita coisa para desvendar algumas coisas daquela jovem magnífica. Arqueei as sobrancelhas surpreso com a descoberta de sua origem, uma grega, por isso tinha tamanha beleza e um estilo de vida mais natural. Deixei que ela pagasse os ingressos do parque para não demonstrar que estivesse dependente de mim, percebi isso quando saímos do restaurante, as mulheres de hoje gostam de mostrar seu lado dependente e livre e Amber tinha esse ar, peguei o meu voltando a andar ao seu lado com as mãos dadas indo para nosso primeiro brinquedo que justamente era a montanha russa.
- Não achei sua história chata, sweet. Achei bem interessante seu modo de vida o que foi totalmente diferente do meu modo. Acho que realmente podemos dizer que os opostos se atraem, e quando digo isso é de maneira completa. - levei um sorriso de canto parando na fila deixando-a ir na minha frente. - Espero que eu não passe vergonha ao seu lado nesse brinquedo. - comentei olhando para ele vendo as pessoas gritarem enquanto os vagões faziam curvas e piruetas. -... - suspirei.

Fechei meus olhos durante todo o percurso da montanha russa, gritei algumas vezes rindo e depois ao final saímos vendo que ela me olhava rindo. - Minha primeira vez, não gritei como garotinha. Mas que senti meu coração quase sair da boca, isso eu senti. - seguimos para o próximo que era o carrinho de bate-bate.
O tempo ia passando, nossas risadas ficavam mais divertidas e a conversa mais animada, parecia que aquele momento estava me deixando menos preso ao meu eu ríspido e frio, não existia leis para se divertir e realmente estar com ela ao meu lado me fazia esquecer tudo ao meu redor. Paramos em uma barraca de tiro ao alvo, dessa vez eu pagava o ingresso e pegava a arma. - Qual você quer? Não, deixa, vou te dar aquele. - apontei para o urso de pelúcia maior.
Derrubar sete garrafas de plástico com sete tiros de festim, algo que para mim seria fácil e foi o que aconteceu. De forma impecável meus disparos deram um urso enorme branco com um laço azul amarrado no pescoço. 
- Presente pra você. - pisquei assim que entreguei e continuamos a curtir aquele entardecer que se aproximava rapidamente.

Após desbravar quase todo o ambiente ela parou de frente para mim e olhou para a roda gigante.
- E quem disse que quero ir embora e descansar de você? - Peguei em sua mão e fomos para a fila do brinquedo, ela comia o resto do algodão doce e eu a observava olhar o brinquedo girar lentamente. Eu não estava acreditando ainda que tinha passado todo aquele tempo com ela, estava tudo correndo tão rápido e eu não queria que fosse assim, poderia ser mais lento para aproveitar mais... Deixamos o urso com o rapaz que manuseava o brinquedo e entramos no local que era um banco de tom vermelho, colocamos nossos cintos e quando começou a girar levei minha mão até a sua entrelaçando nossos dedos. - Nunca me senti assim... Tão vivo novamente. Você conseguiu me fazer sentir renovado e agora tudo faz sentido novamente, um lado meu que nunca tinha deixado se aflorar em mim. - quase no topo da roda não tinha percebido que estava próximo de seu rosto, de seus lábios. - Muito obrigado por ter esbarrado em mim naquela tarde. - o timbre das minhas palavras eram mais abafadas e brandas. O sol estava no ponto certo de se por sobre as montanhas, a luz alaranjada criava um degradê com o amarelo mais escuro indo para um azul mais vinil. - Amber... - sussurrei seu nome e levei minha mão ao seu rosto e por fim tocando seus lábios com os meus e aos poucos fui elevando mais nosso beijo. De repente o brinquedo parou sutilmente deixando-nos com aquele cenário de fundo enquanto nosso beijo acontecia perfeitamente. 

Paramos nosso beijo conseguindo ter tempo para ver aquele cenário lindo e a envolvi em um abraço beijando o topo da sua cabeça. Demorou apenas três minutos e descemos até a saída do brinquedo pegando seu urso e seguindo para fora do parque que ascendia suas luzes.
- Espero que tenha gostado do passeio... - Chegamos ao carro.
O destravei e abri a porta para ela pegando o urso e colocando no banco de trás, dei a volta indo para o banco do motorista e me sentei colocando os cintos olhando para ela sorrindo bobo. - Acho que me sinto um adolescente do seu lado. - dei de ombros rindo com meu comentário e liguei o motor dando a partida e assim seguido para o destino que ela fosse dar.




no inhibition
Open up my eyes and tell me who I am. Let me in on all your secrets, no inhibition, no sin. How deep is your love? Is it like the ocean? Pull me closer, again. How deep is your love? So tell me how deep is your love could it go deeper.
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Malakhay Dean Füher
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