— THINGS ARE AFTER ME, MY catastrophe

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— THINGS ARE AFTER ME, MY catastrophe

Mensagem por Ashley W. Joseph em Ter Jul 26, 2016 11:52 am

Nobody thinks what you think, no one
A
inda lembro como tudo na minha vida tinha mudado. Eu tinha sete anos quando tudo mudara para pior em certos aspectos. Eu nasci na Escócia mas depois quando tinha três anos meus pais decidiram se mudar para Burkittsville por , se não me engando, negócios de família mas não poderia lembrar, afinal tinha apenas três anos. Minha mãe veio de uma família rica, multimilionários para ser mais exata, conhecida pela carreira de direito, tem juízes, advogados e vários tipos de carreira desse gênero na minha família por parte materno, mas mesmo assim meus pais não queriam um centavo deles, eles queriam seguir seu próprio caminho com sua pequena filha. Então minha vida em Bukittsville não era a das piores, eu morava numa linda casa, não luxuosa, apenas fofa e aconchegante decente de uma família normal, uma família feliz. Naquele tempo mal sabia que Filadélfia iria trazer minha desgraça, não era culpa da cidade, seria apenas minha e de minha insistência mesmo.

Como eu dissera antes tudo aconteceu quando tinha sete, já tinha vivido quatro anos em tal cidade e o meu lugar favorito era o parque que havia lá perto, então sempre quando eu não tinha aula e meus pais não tinham trabalho, o que normalmente era sábado ou domingo. Desta vez era um sábado, 20 de Setembro, eu pedia a cada segundo para sairmos de casa e ir para o parque brincar. “Está tarde, Ash, não vai ter mais crianças lá.” Minha mãe falava a mesma coisa a cada vez que eu pedia. “Sua mãe está certa, Ashley.” Mesmo sabendo que quando me chamam de Ashley quer dizer que eu não iria aquele parque a noite mas nada me impedia de continuar pedindo até que eles aceitassem ir. Demorou um pouco mas finalmente meu pai salta da poltrona. “Chega, Eleanor, vamos levar essa criança logo para o parque.” Um grande sorriso havia crescido em meu rosto e comecei a calçar meu pequeno all-star preto que eu tinha. “Mas apenas por vinte minutos.” Meu pai alertou e eu concordei, abracei os dois ao mesmo tempo e sussurrei “Amo vocês dois.” Eles responderam. “Amamos você também, Ash”.

E assim entramos no carro e partimos para o Parque mas nem tudo saiu como planejado. Como estava sem transito, meu pai dirigia rápido conseguindo ver bastante coisa por causa dos faróis do carro mas algo pegou ele de surpresa, uma caminhou gigante bateu e apenas vê duas luzes e ouvi um barulho horrível. “Mamãe? Papai?” tentei acorda-los com lágrimas nos olhos mas eles não acordaram, apenas abracei eles e comecei a chorar profundamente até que o cara que bateu na gente ligar para a ambulância. “Eram seus pais?” perguntou ele triste e arrependido pelo acorrido. “Eram.” Respondi ele entre minha lágrimas.

Então eu fui morar com meus tios, meus infernais tios depois do dia 20 de Setembro, me ensinaram a ser organizada, a ser uma boa garota, a ser uma ‘boa’ pessoa, porém de acordo aos termos dele. Mas  eu não era nada disso, não era uma boa garota, não era nada que eles acham que sou. Aos dezesseis anos afundei minha depressão nas bebidas sem que eles saibam e desde então vivia em bares por toda cidade, não era a menina perfeitinha que eles acham que sou e provavelmente nunca vou ser a inocente garota que era a onze anos atrás e sinceramente tinha medo de ser aquela criança de novo. Mas uma coisa que fazia escondido era música e teatro. Atuar certamente me libertava e cantar me fazia sentir mais leve, mas eu comecei a tocar instrumentos e ensaiar peças quando tinha doze anos e aprendi a tocar violão e minhas amigas no tempo diziam que eu tinha uma voz de anjo, então continuei a seguir esse rumo mesmo sendo contra a dos meus tios, fiz algumas aulas de canto e aprendi a tocar violão, piano, bateria, baixo e ukulele, tudo escondido dos meus tios desde que tinha doze, é por isso que não estudava tanto mas sempre tirava notas excelentes. Enquanto os outros alunos, ao invés de ficar trancada estudando matemática eu ficava trancada aprendendo a tocar instrumentos, o bom é que meus tios quase não estão em casa, meu tio é juiz e minha tinha é advogada (como disse no começo, direito era o que deixava minha família rica.) e então ele estão sempre ocupados viajando ou no escritório o que faz eu ter a grande mansão deles só para mim.
19 YO — student — drama club
 
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Ashley W. Joseph
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